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A sã razão“Eu acredito em Jesus filho de Deus e tanto me basta”. Eu tenho fé. Ai, pois, daquele que abandona o próprio raciocínio entregando se ao impulso do fanatismo cego, porque caminha certamente para o desperdício da própria existência. Este é o raciocínio injusto e enganador dessas velhas religiões em extinção justamente por serem velhas e atrasadas em suas relações com as muitas verdades que já estão ao alcance do homem. Essas religiões que, apesar de serem conhecedoras, persistem em negar as verdades tais como: a igualdade, perante Deus, de todos os homens, num contexto geral, sem eleitos e sem graças especiais para ninguém; a pluralidade de vidas carnais e de mundos habitados; Deus eternamente igual a Si mesmo, nas Suas leis, e não diferente, em personalidades, ao ponto de assumir uma delas, ou um filho numa específica natureza finita e mortal; que cada espirito é o filho das suas obras e de seu passado, única maneira que permite a existência de responsabilidades e de verdadeira justiça, na distribuição de prêmios ou castigos. Na maior parte das vezes, para não dizer sempre, o fanatismo obscurece a inteligência desses seres, que tão grandes querem ser nas coisas das almas, e é um mistério insondável que espíritos “já de uma certa luz”, ao revestirem se de um corpo material, se percam em seus sãos juízos, ao ponto de aceitarem, como verdades inquestionáveis, estes absurdos inadmissíveis diante de qualquer razão. Do mesmo modo que o chamado dogma da “Imaculada Conceição” tornou se um fato falso e inatural, que muitos seguem, em uma ordem de coisas em que o mal e o bem não estão simplesmente em questão. Trata se simplesmente de um fenômeno orgânico, em que tornou se como excepcional caráter de superioridade a errônea crença de que Maria pôde tornar se mãe sem ser esposa. Por que isso? Porque se confunde o corpo com a virtude que, nisso, seria somente o esforço do físico. Maria teve outros filhos, todos naturalmente, por isto seria menos mãe? E, por isto, não poderia ser o símbolo de todas as mães? Se considerarmos em termos humanos e materiais as coisas do espírito, a doutrina Messiânica nunca será entendida, pois o espírito é um e a matéria é outra coisa, um e outro se enlaçam sob o império das leis cósmicas universais, da aura e da eternidade definida por nós como um todo em Deus, porém jamais um será a outra coisa. A matéria nada mais é que um instrumento para o aprimoramento do espírito, em cumprimento da suprema lei do progresso, pela qual o progresso há de ser entendido e aproveitado, nessa lei de amor que, para muitos, em conseqüência de absurdos dogmas e fanatismos, não passa do círculo dos parentes e amigos e, para outros, se se observasse bem no coração, ter se iam dúvidas sobre a capacidade de amarem alguém realmente, além da própria pessoa e interesses, pois aí sejam meios para outros espíritos ... Quando Jesus dizia que todos os homens são irmãos e que deviam por isto afeição uns aos outros, excedia se um pouco diante de um contexto bem maior e mais complexo, inexplicável para os Seus tempos, pois se é verdade que a Humanidade é uma grande família, é igualmente verdade que esta família é composta de muitas famílias espirituais, nas quais os enlaces são maiores e vão sempre além da família material, em que existem os verdadeiros laços de afeição, o que significa que o nosso próximo é o nosso verdadeiro irmão e que lhe devemos ajuda, também se este está no plano espiritual.
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