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Ser espírita

Ser espírita não é simplesmente dizer: “Eu sou Espírita”. Mas é saber ser espírita e nos contextos do que isso significa. Não é simplesmente freqüentar um centro espírita, porque ali, muitas vezes, se pratica ou se participa de práticas de espiritismo, e isso não tem nada a ver com o contexto.

Ser espírita e ser espiritualista é levar o sentido da doutrina cristã original e dos mandamentos no coração, e é aplicar as leis no seu entendimento, é: “Respeitar e auxiliar, ordenar e proteger todas as vidas subordinadas, para que tudo se desenvolva em harmonia”.

Isto é simplesmente o objetivo das leis cósmicas e cármicas, onde se depende da solidariedade dos elementos e da irmandade espiritual, e da mediação dos espíritos superiores que representam o Messias e Deus nos contextos da caridade pela evolução espiritual.

Quantos se dizem espíritas? Milhões, porém, quantos sabem respeitar estes contextos? Quantos os conhecem? Poucos, e menos ainda respeitam a primeira lei do espírita que é: “amar a Deus sobre todas as coisas”. Pois, quantos são os que na prática da vida não vão atrás do paganismo? Quantos não misturam o Pai-Nosso e a Ave-Maria? Quantos não apelam por Jesus nosso Pai? Quando Ele é o nosso Guia. E Maria, a Sua mãe, como mãe de Deus? Quantos não existem que, na “Liturgia do Evangelho do Lar”, nem sabem o que fazem e o que rezam, transformando este numa evocação mágica de toda hora?

Existem milhares de centros, e milhões de pessoas vão ali regularmente, ao mesmo tempo que, regularmente, vão às igrejas. Adoram as imagens e relicários, visitam santuários, têm uma imagem santa ou uma cruz, e a tudo manifestam devoção e o mesmo respeito. Mas, e o primeiro mandamento? Talvez seja necessário explicá lo melhor: “Não farás, para ti, imagens ou esculturas, nem de alguma semelhança com o que há em cima, no céu, e nem debaixo das águas ou da Terra. Não te curvarás a elas e nem as servirás: porque Eu, o Senhor teu, sou o Deus zeloso, que visito a maldade dos pais, nos filhos, até a terceira ou quarta reencarnação daqueles que Me aborrece, e faço misericórdia, em milhares, aos que Me amam e guardam os Meus mandamentos”.

Pois é tão claro, e a maioria chega ao espiritismo pelas aflições! Frustrações e doenças cármicas da aura, e quem neste não se cura porque alimenta em si o sincretismo das mãos lavadas, trata das aparências, ora aceitando, ora não aceitando. E fica discutindo o sexo dos anjos.

A cura é para quem entende disso, e aquele que não está disposto a entender e aceitar continua doente, poderá agremiar se e vir a ser chamado de trabalhador, mas a maioria dos problemas estarão nele, e outros ainda irão ter o que lhes provirá pela prática deste espiritismo.

Ser espírita não é fazer parte de um contexto, onde há um doente que cura um outro, mas fazer parte de uma família humana privilegiada, que exprime a sua fé na serenidade, na amizade, livre das paixões, é ter ciência de um mandato preciso, de uma responsabilidade diante das doenças mediúnicas dos menos dotados, que ainda por estes meios se atingem.

Ser espírita é ter os sentimentos dos deveres espirituais e humanitários cumpridos e, principalmente, nos contextos do conhecimento e entendimento da ciência do espírito que está neste evangelho. Entretanto, quantos espíritas ainda não substituem todo o contexto pelo muito mais simples fanatismo?

Ser espírita é ainda apoiar se todo o tempo no livre pensamento, é evoluir por dentro, livre do condicionamento. Mas, ser espírita assim parece muito mais com ser litáurico.

 

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