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A aura eletrônica - Kirliangrafia

Sobre a existência da aura humana existem vários relatos e livros de videntes, que esclarecem esta natureza. Mas esta aura eletrônica é diferente, é um efeito invisível a qualquer olho humano, que só pode ser fotografada, e com este processo que leva o nome do seu descobridor, Semyon D. Kirlian. Não pode ser observada visualmente de nenhuma forma conhecida, pois é um movimento de sinais e faíscas contínuo, que num tempo determinado, forma um desenho na película, que se constrói em graus sucessivos, que é o que se fotografa.

Vem-se a conhecer assim que a aura eletrônica é um órgão vital do ser humano, tão importante como o aparelho respiratório ou digestivo, pois recebe os sinais eletrônicos do Cosmo e da Natureza, e os decodifica, para transmiti-los em seguida ao complexo do corpo humano. E quando há uma cobrança espiritual, é desta aura que passam a interferir, atingindo-o no emocional e na parte que ativa o contexto endócrino e mediúnico.

A idéia de uma Energia Universal que impregna a vida e transcende o corpo humano, já se registra por volta de 5 séculos a C. , com os pitagóricos e, há 5 mil anos, na Antiga Tradição Espiritual Indiana. Os chineses, já no terceiro milênio a C., postulavam a existência de uma Energia Vital do Universo, contendo duas forças polares, o Yin e Yang.

A Cabala, teosofia mística judaica, já por volta de 5 séculos a C., referia-se às mesmas energias como uma "luz astral". No Antigo Testamento, existem inúmeras referências à "luz" em torno das pessoas. Muitos cientistas têm procurado estudar essa energia ou bioenergia, mas lhes faltava a descoberta científica da Kirliangrafia.

Reichenbach, no século passado, procurou estudar essa energia e descobriu a força Ódica. Mesmer e Blodet, na França, e Kilner, Darget, e Baraduc, na Inglaterra, estudaram esse fenômeno. Os psicólogos e os cientistas, por seus estudos e experiências, estão divididos nas opiniões e conclusões, mas sabem perfeitamente que esta existência é um efeito que, de forma incontestável, é ligado à essência da própria vida.

"Todos os seres vivos, do homem ao rato, são moldados e controlados por campos de eletrodinâmica, diz também o Dr. Harold Burr Saxon. Ph.D., professor emérito da Escola de Medicina de Yale, nos E. U. A, depois de ter realizado milhares de experiências junto a sua equipe de pesquisadores da Universidade, onde comprova a sua teoria de que: "até as sementes e as árvores são moldadas e controladas por estes campos eletrodinâmicos". Burr acrescenta ainda, "que a direção e organização disso tem um objetivo, uma vez que são o oposto do acaso, e conclui que os campos oferecem uma evidência de que o homem não é um mero acaso, mas, pelo contrário, uma parte integrante do Cosmo, embebido em seus Campos Todo Poderosos, sujeito às suas leis inflexíveis e às suas influências, como um participante do Universo"

O contexto é místico e controverso, mas os não videntes podem comprovar esta evidência vendo a aura com o método Kilner, que consiste num visor contendo um líquido químico denominado Diciamina. Este processo é antigo e serviu aos pesquisadores, mas é pela fotografia obtida pelo processo Kirlian, desenvolvido na Rússia, em 1939, por Semyon D. Kirlian, que se comprova, de forma evidente, repetitiva e científica, a composição destas irradiações luminescentes, coloridas e brilhantes, emitidas pela vida, que qualquer pessoa pode comprovar. Este campo áurico que se fotografa é magnético, energético e dinâmico, e determinadas características indicam a existência de problemas físicos ou metafísicos, e esta composição não pode ser vista por nenhum tipo de vidência, pois a foto não é um instantâneo. Mas, como já foi dito, a figura se forma em aproximadamente 6 segundos, firmando os traços de energia pulsante na película.

Hoje esta máquina, de origem bastante complexa, está muito aperfeiçoada e simplificada, de forma que fotografando-se somente a ponta de um dedo da mão, realiza-se esta fotografia metafísica, que é sempre a figura de um halo oval de energia, que se representa a composição da aura magnética da pessoa como um todo.

Na foto, individualiza-se a parte central escura que é o dedo, mas este espaço representa o físico integralmente. Em sua volta e quando é bem equilibrada, aparece a aura em 4 partes iguais, duas laterais azuis (Yin) e duas polaridades rosadas (Yang). Estas polaridades devem portar, numa forma mais ou menos equilibrada, uma coloração branca que é a Energia Vital.

Os antigos Chineses descreviam na aura, vista pelos seus estudos, a existência de 12 canais principais, por onde circulariam as energias. Em princípio, uma energia que denominaram de Chí, que os indianos definiam como Prana e que no mundo ocidental define-se como Energia Vital. E além desta, já teriam existido outras que poderiam circular nestes canais, que os chineses definiam como canais Yin e Yang e além destas, ainda, energias Ancestrais, Perversas, etc.. Alguns destes canais começam nos dedos das mãos e outros nos artelhos dos pés, cada um implicando uma área orgânica, tendo distribuídos neles partes dos 735 pontos de cruzamento, em cada lado do corpo. Estes pontos auxiliares cruzam com canais menores, por onde podem sair e entrar as energias em suas variedades. Os canais estariam localizados como faixas no campo da aura, interligando ao físico, através das células energéticas da pele, secundárias (poros cutâneos) que, respectivamente interligados aos pontos de força (chacras), veiculariam estas energias.

Um excesso de Yang na aura resulta de uma atividade orgânica em excesso, e um excesso de Yin, é conseqüente um funcionamento orgânico insuficiente. Qualquer desequilíbrio grande entre essas duas forças configura também em alguma moléstia metafísica e física, quando estão evidenciadas localmente, pois há várias técnicas de interpretação, também reservadas à área médica.

A multimilenária filosofia oriental nos ensina que a manutenção de um bom equilíbrio áurico resulta numa boa saúde física, mental e espiritual; que todo homem é herdeiro de si mesmo e de suas ações passadas; que cada existência na terra é assim fruto do passado e gérmen do futuro.

E considerando ainda outras teorias:- em 19 de Janeiro de 1958, na Cidade de Pedro Leopoldo, o médium Francisco Cândido Xavier psicografava o capítulo do livro "Evolução em dois mundos" ditado pelo Espírito André Luiz que, de acordo com as informações prestadas, vem a sufragar também que o corpo tem sua formação precedida pelo corpo áurico - "Nele possuímos todo o equipamento de recurso automático, de que governam bilhões de entidades microscópicas (íons) a serviço da inteligência dos círculos de ação em que demoramos"......e "com esta bagagem, os recursos são adquiridos vagarosamente pelo ser, e o corpo astral exerce a ação organizadora...(evolução)....os fulcros energéticos, sob a direção automática, imprimem às células a especialização extrema". (os chacras)

Assim, uma outra energia pode imprimir uma outra condição, pois o Espírito ensina ainda que o corpo espiritual possui uma estrutura eletromagnética, e refere-se a esta aura: - "considerando-se toda célula em ação, por unidade viva, qual motor microscópico em conexão com a usina mental, é claramente compreensível que todas as agremiações emitam radiações e que estas se articulem, através de sinergias funcionais, para se constituir de recursos que podem nortear os tecidos funcionais de força, em torno dos corpos que as exteriorizam", e o mesmo Espírito refere-se também ao fenômeno das variações que se observam na coloração da aura: - "Na ligação e reentrâncias sutis dessa túnica, de que o homem se entraja, circula o pensamento, - colorindo-a - com as vibrações e imagens de que se constitui.....antes de irradiá-los no rumo das metas de demanda".

Estas teorias se confirmam e se sufragam na observação da aura eletrônica, na forma e composição da Kirliangrafia, obtida de pessoas, na decorrência de quando existam, também, as alterações psicofísicas ou mórbidas, porque esta estrutura pode ser imaginada como um composto distribuído por todo o organismo, formando uma espécie de tecido energético, com propriedades bio-elétricas, como um plasma frio do corpo bioplásmico.

No conceito básico da Kirliangrafia consiste a suposição de que, no organismo etérico, existe um plasma cuja substância e propriedades se aproximam daquela do plasma físico, que, extraído dos pontos arteriais, sempre mantém os mesmos efeitos informativos. E devido a estas considerações, executam-se as fotografias nos pontos mais fáceis do corpo, em que as propriedades peculiares deste plasma, com alguns ou todos os fenômenos pré-programados ou parapsicológicos, já demonstraram que podem ser analisados. E nos dedos indicadores estão enraizados os Meridianos, que vêm a representar o corpo humano inteiro, como um todo.

Interessa também um trabalho apresentado no Congresso Internacional Espírita de 1928. Apresentado pelo francês M. Marty, chamava a atenção para a influência dos íons na atmosfera sobre os fenômenos psicocinéticos por este produzidos. Marty apresentou experiências meticulosas que podem lançar luzes sobre fenômenos atribuídos a certas propriedades do bioplasma, sendo, em seguida, também postulado pelos pesquisadores soviéticos de Alma Ata, um outro centro avançado destas fotografias. Atribui ele, uma condição de situações atmosféricas, nas manifestações mediúnicas espontâneas definidas como "raps", e diz ele: - "O fenômeno dos raps espontâneos, ao qual durante tanto tempo não se deu valor, tem para mim uma particular importância. Mostra os limites do infinito e onde se pode lançar uma ponte, entre o plano físico e o espiritual: onde o organismo fluídico é o coligamento de junção entre os dois planos e, precisamente, comum aos seres vivos e aos mortos".

E este também é um ponto comum da aura eletrônica, que se tornou visível..., mas muitas das suas características já eram conhecidas, além das subordinadas ao carma, as leis físicas e iônicas, e da atmosfera, e supostas casualidades, mas onde tudo tem suas razões e onde o acaso não existe.

Todo o conjunto da aura é a defesa externa e esta está na faixa sutil que se fotografa. Há energias externas que sempre tentam penetrar esta camada, podendo daí, agir depois para influenciar a estabilidade da pessoa como um todo. São forças que se definem como um único contexto - "Energias Intrusas". Mas sempre estão associadas a alguma forma de consciência, que vai desde boa cultura até a mais primitiva, que penetrando nesta faixa, penetram, através dos sensos do hospedeiro, na percepção do mundo da matéria. São energias perdidas nas dimensões da metafísica? Também, mas muitas andam nos rastros cármicos da cobrança e da vingança dos fatos do passado e, na espreita, aguardam só uma possibilidade, uma falha emocional que lhe permita penetrar aí.

Seguem o rastro magnético do instinto e se imantam em volta do seu alvo e um descuido qualquer, como:- um regime alimentar não bem balanceado em calorias, um regime de estudos ou trabalho intensificado, convalescências, emoções fortes, etc., podem provocar emoções fortes ou depressão etérica e, em seguida irá notar-se na aura uma coloração vermelha destas energias "vampirizadoras". Todo e qualquer abalo emocional age na psique, e, conforme a sua intensidade, influencia esta aura. As reações acontecem no cérebro, na relação fatos e ambiente, provocando diferentes reações biológicas ou desequilíbrios do metabolismo, como: - deslocação de massas de sangue e oxigenação de órgãos, liberação ou falta de substâncias hormonais no sangue, etc.

Se há prazer e satisfação, há vaso-dilatação, que libera adrenalina, que provoca euforia e bem estar, pela circulação facilitada do sangue e das energias etéricas. Se há angústias e ansiedade, medo, liberam-se substâncias vaso-redutoras no sangue, que podem provocar até hipertensões. E no organismo são liberadas substâncias cortisônicas que destroem o sistema imunitário e energético da aura. Nestas ocorrências, esta aura apresenta alterações na forma, no brilho e na cor. A partir daí, a aura pode abrir-se e os microorganismos patogênicos, tanto físicos que metafísicos, estando presentes, podem começar a atacar pela área ou região desprotegida.

Na composição fotográfica da aura, a alteração se manifesta como uma falha etérica, de menor ou maior extensão. O fato, muitas vezes, se manifesta também por ocasião da perda de pessoas da primeira linha de afeição. Daí é que muitas vezes, muito mais casos de quantos se possam supor, o desprevenido pode absorver em sua aura as energias espirituais de quem está se desprendendo da sua matéria, na conseqüência do seu falecimento.

Evidentemente, estas situações podem acontecer com pessoas já dispostas de forma cármica ao mediunismo, e isentas de conhecimentos nesta matéria, mas considerando que, até agora, muitos nem de longe supunham que estas coisas pudessem existir. As conseqüências são que há muita gente que tem problemas desta natureza, em suas auras há genéticos. Energias Intrusas, parasitas, que lhes comportam todo tipo de sensações e doenças, das quais a medicina não descobre as origens, mas que lhes vem em forma intuitiva e mediúnica deste ancestral, ou da Entidade espiritual que esteja alojada em sua aura. Nesta fotografia manifesta-se a presença da "Energia Intrusa", que:- se é de influência de algo orgânico, se manifesta como uma vampirização do lado yin e, se é psíquica, no lado yang. Abre-se então uma classificação de traumas e problemas, sempre ligados a esta energia que desgasta a energia etérica e vital da vítima, podendo levá-la a agir desequilibradamente no seu dia a dia.

Descobriram que espetando finíssimas agulhas de ouro, prata, ou outros metais, nos pontos energéticos da área bloqueada, a energia voltava muitas vezes a circular e a fluir normalmente, tornando a proteger ou fortalecer o órgão ou região afetada ou enfraquecida, o que acabaria com a doença. Daí nasceu a Antiga Arte da acupuntura, uma terapêutica oriental que se concentra na recuperação e na manutenção do equilíbrio destas energias áuricas. Entretanto há casos e casos, pois quando há vampirizações, há necessidade de trabalhos espirituais também, daí vieram as práticas místicas orientais que ajudam, na sua prática, a conviver com outros contextos e na nossa linha mística, há o Espiritismo, ou o esoterismo.

E há pessoas que já nascem com falhas áuricas e outras, já vampirizadas por estas "energias intrusas’, que já na primeira infância manifestam anormalidades, desequilíbrios mentais e emocionais, pondo em evidência certas formas mediúnicas, como autismo, histerismo, vidência, ouvem vozes, etc. E muitos, como se fossem superdotados, produzem fenômenos neles ou em volta deles. Estes, claramente, não são casos de fácil solução por nenhum tipo de terapia. Em certo sentido, são pessoas que podem parecer até comuns, mas portam estes tipos de "energias" em suas auras, as quais os dominam e que, por fim, são casos subordinados mais à medicina espiritual do que a outra terapêutica, qualquer que esta seja, pois, é bastante comum encontrar pessoas assim, já avançadas de idade, internadas em hospícios e hospitais há muito tempo.

Ligam-se a este contexto, fatores complexos e diferentes, pois cada caso é um caso, mas esta é a "Energia Ódica", já descoberta pelo conde Von Reicembach, no século passado, que descobria sediada no espectro da luz solar, celular, que por indução, traz o sentimento da vingança do fato de sangue do passado. A Energia do ódio, ligada aos rastros da vingança, que porém, hoje nós podemos ver na energia da aura. Uma "energia intrusa" vermelho-rubro na foto, mas que pode atacar, ao mesmo tempo, uma ou mais pessoas, envolvendo-as em movimentos simétricos ou no desenho cármico da vingança ou na perseguição paralela no físico e na mente. Encontram-se destes casos na base de muitas "fatalidades" e em muitos internados em hospitais psiquiátricos.

Há contextos genéticos que permitem mórbidas ligações entre auras "afins". Há Energias "Orgônicas" que, subordinadas às condições iônicas, podem provocar os "raps" que, contrariamente às regras eletromagnéticas, se atraem na mesma polaridade, raiva, ódio, maus sentimentos, etc. Há energias que provocam estados eufóricos, e outras que provocam depressões, e outras que compensam ilusoriamente os problemas energéticos, reais, que provocam. Geram carismas, ilusões, intuições, alteram os sensos, e outras provocam estados de ansiedades, desesperos, angústias, vontades, induzem ao sexo, ao furto, à bebida, à droga, e quanto mais; porém, todas são induções mediúnicas, pois a simples presença desta energia na aura provoca os fenômenos mediúnicos.

Quando se fotografa alguém em estado de atuação, em qualquer momento o portador pode alterar o seu estado mediúnico. Este estado se mede entre o vazio e o inteiramente colorido do oval negro da fotografia, e na proporção, mede-se o estado consciente da pessoa. Fotografando-se uma pessoa em estado de meditação profunda ou em transe, o oval do físico forma uma única figura com o halo da aura. E nas variações das cores que vão do alaranjado ao azul, ou branco, temos os graus de atuações.

Na polaridade superior do oval escuro, há sempre uma meia lua maior ou menor - corresponde ao grau de espiritualismo da pessoa ou seu canal mediúnico. Na contraposição baixa pode haver mais um, ou simplesmente uma meia lua rosada. As duas áreas, são de atuação, sujeitas às ações dos obsessores e as laterais, são de atuação orgânica, isto é, a meia lua superior é a parte mental consciente, quando é isolada pela faixa de energia vital, branca. Mas muitas vezes é interligada diretamente nas laterais ou ao centro com a parte mais acima carregada de vermelho ou mesclada a uma energia amarela, e pelas quantidade das ligações podemos avaliar o grau de atuação constante.

Com o primeiro livro, "OS PONTEIROS DIRECIONADOS AO CÉU ", em 1991, fiz muitas pesquisas que relatei nos pontos de partida. Quando através de uma sessão de espiritismo, me disseram que eu devia começar a me interessar por esse assunto, procurei documentar-me, pois eu não enxergava nada a esse respeito e não conhecia a matéria e ainda, não entendia porque eu deveria fazer isso, pois sabia que havia muita gente trabalhando nisso, através das revistas, e acreditava que eram bem mais qualificados. Finalmente adquiri uma máquina fotográfica Kirlian, aparelhada para tirar estas fotografias a partir da ponta de um dedo da mão, e comecei a fazer dessas fotografias. Procurei livros que explicassem a matéria, e até adquiri, junto com a máquina, um curso em vídeo, vendido pelo fabricante, com 2 horas de duração, para compreender aquilo que conheciam e também para criar a minha base de partida. Inicialmente vi que chamaram a Kirliangrafia de foto da aura, mas de uma aura que nada tinha a ver com a aura dos teosofistas ou daqueles que enxergavam estes efeitos e é tão diferente, que nos meios técnicos é chamada de efeito Kirlian e a maioria não sabe o que este efeito quer dizer.

Conhecia as pesquisas do Dr. Harold Burr Saxon. As indicações do Espirito André Luiz - do Francês M.Marty, e li muitas teorias recolhidas em torno da matéria. Principalmente sabia que em relação a este processo Kirlian, "havia grandes negócios", pois, na Europa, existem Instituições que pesquisam o fenômeno, com base numa máquina Kirlian - fabricada na Alemanha, que fotografa a palma da mão inteira.

A Fotografia necessita de uma película especial, revelação especial, e a máquina fotográfica custa aproximadamente 5 mil dólares. As fotografias deste tipo são vendidas a quase mil dólares cada uma. Os interessados recorrem a estas consultas para saber se têm características de paranormalidade. Sendo positivo o resultado, a pessoa pode matricular-se na escola da própria Instituição, onde, com mais mil e duzentos dólares, em cursos de seis meses de duração, recebe um diploma que a habilita na prática da "pranoterapia", (cura pela imposição das mãos). O diploma permite a inscrição no sindicato, podendo abrir, em seguida, um consultório de atendimento para massagens, podendo cobrar regularmente pela prestação de serviço. Poderá ainda aprimorar-se em outras áreas esotéricas, como cartomancia, mediúnicas, etc. Só na Itália, até 1993 havia em volta de 100.000 destes profissionais registrados.

Tive oportunidade de ver esta fotografia e suas interpretações emitidas, e conheci algumas dessas pessoas que fizeram cursos assim e que trabalham com seus consultórios. Todos têm suas fotografias emolduradas expostas junto ao diploma na parede. As fotografias têm formato da mão, basicamente de uma cor verde com manchas vermelhas. As interpretações são elaboradas em gráficos de computador e dizem que um chacra tem tantos pontos de radiação, outro, tantos, e finalmente, dizendo que o titular possui características de paranormalidade que podem ser utilizadas na terapêutica alternativa, etc..

Uma destas pessoas que conheci fazia leituras e vidência através das cartas. Uma outra tinha um grupo de ioga. Alguns trabalhavam com pequenos consultórios de massagens, atendendo, usando pomadas, eletromagnetos e aparelhos auxiliares da medicina, etc..

A partir do processo Kirlian desenvolveram-se técnicas nas pesquisas e várias máquinas foram elaboradas, uma destas fotografa o dedo da mão e pequenos objetos, como sementes, pequenas folhas, etc.. Aprimoraram técnicas para o campo da botânica e da medicina, pois com referência à técnica da acupuntura, em cada dedo existem canais definidos como "meridianos", que conduzem energia implicando cada um a uma área orgânica e descobriram que se podia, fotografando um ou outro dedo, testar as condições de um ou outro órgão e elaboraram técnicas de diagnoses da medicina. Além do mais, estas fotografias são baratas quando se realizam usando películas normais. Até a máquina é barata, pois no Brasil custa 300 dólares e o disquete do programa para computador para análises clínicas custa cerca de 100 dólares. O fabricante afirma já ter vendido mais de 10.000 destas máquinas que fotografam a aura, mas isto não tem nada a ver com o contexto espiritual da aura.

Em Alma Ata e Moscou, na Rússia, em Praga, e muitos Países, e na América do Norte ou do Sul, fazem-se pesquisas e se realizam congressos. Fotografam mãos e dedos ou outras partes, à procura de conhecimentos, para auxiliar a "medicina holopata, homeopatia, ou holística". Há muitas publicações e livros de pesquisas parapsicológicas e sobre a bioenergia e a fotografia Kirlian. Li um livro de uma médica americana, tomando conhecimento das suas pesquisas, suas idéias, além dos conceitos trazidos das suas participações em congressos internacionais, de psicotrônica e paranormalidade. Entretanto não havia nada que ligasse estas pesquisas ao espiritual ou ao espiritualismo, pois a autora escreveu o livro inteiro, sem usar uma só vez os nomes Espírito ou Deus. E eu que fui chamado a operar aí, que interesse poderia ter nisso?

Mas já que fui chamado para "corrigir o abuso que o homem praticou, na Itália sobre a religião....", e em seguida, novamente os espíritos me encaminharam para operar com esta máquina Kirlian, deveria haver algumas ligações que interessassem ao meu caso.

Comprei uma dessas máquinas e montei um balcão num saguão de um Supermercado e comecei a fazer estas curiosas fotografias do dedo. Cobrava bem barato, tirando somente o seu custo operacional e havia muita curiosidade em relação a isso, só para ver este fenômeno que a foto apresentava. E as fotografias começavam aparecendo muito diferentes entre elas. Pelas indicações do curso que tinha comprado para orientar-me nos estudos de interpretação, indicavam-se muitos portadores de paranormalidade. Questionando estas pessoas verifiquei que havia muitos Carismáticos, Espíritas, Esotéricos, mas todas tinham um elemento em comum; eram todas desajustadas. Procurei informações de um jovem que fazia também estas fotografias na cidade: - soube que ele era um Ministro da Igreja Messiânica e quando encontrava estes casos, encaminhava-os para lá.

Fiz uma experiência: uma vez por semana ia como voluntário, aos sábados de manhã, como já disse antes, a um hospital psiquiátrico, onde realizei muitas experiências no espiritismo. Lembrava-me de um caso de um internado, de cadeira de rodas que tratei: - "Quebrei a espinha dele mas ainda vou matá-lo, sofri pelo que aquele desgraçado me fez". Isto é o que o seu obsessor espiritual me disse quando tratei do caso, pois, no hospital, estas histórias são todas mais ou menos iguais. Me matou, estuprou minha mulher, minha filha, e nos jogou num poço....é mais ou menos comum e lá vou eu para explicar que muitos homens envergonham a raça humana. Que há necessidade de sermos mais inteligentes, entregar a justiça a Deus, não fazermos as nossas vinganças, porque somos espíritos velhos e temos um passado e a sua causa, não sabemos se aquilo que nos aconteceu é desgraça ou vingança. Há uma única certeza que é ter-se condenado a ficar no meio da doença para satisfazer-se no egoísmo e pelo atraso e falta de fé na justiça de Deus. É mais ou menos este o teor da doutrina que exercia naquele tempo para conseguir resultados. Finalmente o moço saiu do Hospital, mas, de cadeira de rodas, pois a espinha não se conserta. Ele hoje vive uma outra vida, reencarnado, casado com um filho que casualmente conheci, pois fui fazer a fotografia do rapaz, e também fiquei conhecendo o resto da história. Acaso? Ele foi um segurança do Supermercado onde eu ficava com a máquina. Anos antes, um dia tentou prender um sujeito que não pagou a conta e tentou fugir. Ao alcançá-lo se vira e pám, a bala do ladrão lhe fere a espinha e metade do corpo fica paralisado pelo resto da vida. E o obsessor me falou - "cortei a espinha dele". Como? O ladrão deu o tiro mediunicamente influenciado pelo espírito vingador.

A história era ligada a coisas do passado, mas estas pessoas agiam em bandos e reencarnam juntos, onde um se machuca e o outro sofre, e o filho não sofre vendo o pai assim? E há obsessores atrás dele? A fotografia da aura mostra uma falange, e o rapaz está sendo tratado pelo neurologista. A mãe diz que é por causa do trauma com o pai, é evangélica e nem quis ouvir-me. Mas que bela história tinha nas mãos!

Comecei a pensar na tradição que considera o médium um paranormal com faculdades, mas a mediunidade não é cármica? E os que estão internados no hospital psiquiátrico? Vi um livro de autor brasileiro com várias destas fotografias em cores, todas apresentadas como efeitos da paranormalidade, porém eu as ligava com perseguições espirituais vindas do passado. Estas experiências com o espiritismo não vinham ao caso? Havia muitas assim? No Brasil podia ser pior, por causa da descendência do recente colonialismo? O fato podia ligar-se ao espiritismo? Por que não há Centros de Espiritismo na Europa? Lá não havia problemas assim?

Sendo assim, era facilmente controlado. Indo para Itália e, como disse antes, fui para lá com três máquinas e rapidamente vi, que se lá não é pior, é a mesma coisa, muitos paranormais. Voltei e rapidamente pude ver que esta "energia intrusa" da aura é sempre uma situação ligada ao passado e cria e baseia-se no efeito mediúnico muitas vezes prejudicando o portador na saúde, no trabalho, na situação emocional, na relação entre as pessoas, etc.. Comecei a verificar o tipo das energias da aura, e combinando-as com as informações das pessoas, elaborava orientações para tratamentos que estas pessoas deviam procurar em Centros de Espiritismo. Mas aí a pessoa não voltava mais a falar comigo, até virava para o outro lado ao passar na minha frente. Evidentemente os espíritas que a pessoa tinha ido consultar, não estavam de acordo com as minhas orientações. Pude confirmar depois isso, pois todas elas eram orientadas a fazer cursos de desenvolvimento mediúnico.

Foi por este motivo que passei a fazer os tratamentos, pois estas "energias intrusas" são cobranças do passado e deve-se ajudar o portador a exteriorizá-las mediunicamente para que o problema se resolva e não desenvolver a mediunidade. Passei a proporcionar aos interessados que se descobrem portadores destes problemas, a opção do tratamento na sede da Litáurica, esta instituição filantrópica que dirige, através da fotografia, o tratamento destes casos. Vieram médiuns desenvolvidos para ajudar-me, mas é folclore, não resolve, desenvolve. Então compreendi que quando o médium não pode resolver os seus problemas, não pode resolver os dos outros, pois a doença, na maioria dos casos, é a mesma.

Extravasar por si mesmo estas personalidades que perseguem do interior a pessoa, é a única forma de socorrer-se, por isso o carisma, o espiritismo, e o misticismo em geral aliviam, mas não curam. A cura vem da doutrina verdadeira assimilada, da vontade de resgatar o passado, da oração, do arrependimento, da ajuda eventual da Litáurica no momento, de considerar de onde nasceu a história, pois de onde veio isso? Do abuso que o homem cometeu sobre a religião na Itália, do catolicismo.

Foi declarado herético o conceito reencarnatório e facultado ao sacerdote perdoar os pecados, que o coitado nunca pôde perdoar, e foi levado a enganar, pois a reencarnação sempre aconteceu. A partir disso, a lei das conseqüências sempre imperou, com as situações se complicando sempre mais, acumulando-se os sofrimentos no terceiro mundo, nascidos no primeiro mundo. Além dos que nascem nos países que só se preocupam com a fortuna e o dinheiro, porque lá, as "energias intrusas", são dos seus ancestrais que acabaram de enterrar.

E energias das paixões, vindas das relações do passado, por onde se vê que muitos antepassados estão inteiramente perdidos e nem sabem o que lhes aconteceu. E cobram provocando o efeito mediúnico que também muitos tratam com fumo, álcool, drogas, acidentes de todos os tipos, nos sofás dos analistas, dos neurologistas, quando evidentemente os maiores perseguidos ainda são os internados nos hospitais, onde se encontram os maiores médiuns.

Mas havia necessidade de provar tudo isso. Para isso devia desconsiderar a tradição, pesquisar as religiões na ótica da prova Kirlian. Logo vi que as maiores religiões não ensinam nada além do condicionamento e submissão à superstição. As pessoas vivem simplesmente a lei cármica das conseqüências, a lei de Talião, "olho por olho, dente por dente". Acreditam ter uma fé que lhes dá proteção, mas vivem e morrem ao léu, passando depois, como formas etéreas, a incomodar os vivos quando podem. A maioria das religiões se escondem atrás de morais que auxiliam os governos com os quais dividem o poder, como se simplesmente não existisse nada acima delas. Mas o fato é que existe um contexto maior que não descuida dos mínimos pormenores deixando que cada um aprenda isso através de seu próprio sofrimento futuro.

De início, podemos ver na fotografia da aura o vermelho que está na coroa externa, na parte que corresponde à ponta do dedo. Estas são as "energias intrusas" que provocam ansiedades e carências que muitas vezes não se justificam na pessoa, pois são mediúnicas. No passado, estas energias foram da sua esfera familiar, que viveram à sombra dos seus conceitos religiosos que, logo depois da vida, se demonstraram inconsistentes e elas ficaram perdidas. Não sabem para onde ir, e acompanham a figura metafísica que conhecem na esperança de receberem dela ajuda ou esclarecimento. Quando a "energia intrusa" fura o controle mental, há o problema cármico. O controle mental se forma no halo da energia branca contínuo e harmonioso que deve separar a parte escura superior da energia externa. Acima do oval preto onde começa o halo, há uma meia lua rosa, rosada, ou mesclada de amarelo, este é o canal mediúnico ou o nosso elemento consciente que, quando vem a ligar-se com a energia superior vermelha, há semiconsciência. Há o problema cármico e quando há mescla da energia amarela na área, há genéticos atrás disso.

Há muitas teorias e livros espíritas que nos falam de recantos maravilhosos, para onde os espíritos vão depois da morte, e descrições que falam de levezas e bem estar que sucedem à desencarnação, mas as provas que temos são estas, que nos mostram que quando há desentendimentos, maus tratos, violências, atraso, as histórias continuam aqui, ligadas às auras e à pobreza, ao sofrimento, à dor, à loucura, até que se desfaça o nó que as junta, e o desamor, a avidez, o orgulho, a falsa humildade, a violência, etc., são as suas mazelas, aquelas que imperam hoje em dia, em muita gente.

Esta lógica se prova, como se prova que muitos ancestrais, "vendo" as condições em que se encontram os descendentes baixam, em suas auras com o intuito de protegê-los para impedir aos perseguidores espirituais de se excederem nas suas vinganças. Assim muitos se autonomeiam protetores, e agravam situações do descendente, pois lhe absorvem a energia vital, e às vezes acaba internado por problemas psíquicos, trazendo-lhe as maiores dificuldades.

Conforme as condições evolutivas dos atuantes, irão colocar-se no campo áurico, quando condicionados ao alimento, nas ligações com o aparelho digestivo, e quanto à fala e à expressão, aos núcleos fonéticos da região cerebral. E há outros tipos de atuação vindo da linha física como: - "Você me tirou a vida e agora eu aproveito a sua, até que você devolva a minha" - E eu já vi isso muitas vezes, pois há casos em que chego a negociar com a entidade que quer ser gerada, em que a pessoa atuada, que chega a concordar, acaba gerando a criatura, acabando com a atuação áurica e mediúnica de sua pessoa. E há casos em que consigo convencer a entidade a "largar a presa", confiando na justiça de Deus. O que é o certo, pois o grande problema das pessoas está exatamente na dificuldade de aceitar estes contextos.

Condicionados por suas crenças se exaltam e se superestimam ao ponto de acreditar-se merecedores de algum tipo de reconhecimento especial pelas suas vidas. No final delas não se adaptam ao que lhes vem do carma ou da manifestação da Justiça Maior, mas julgando-se merecedores, partem por sua conta cobrando até o impensável, quando existe algum direito real, pois todas essas situações são reguladas magneticamente, dirigidas pelas intenções em que também reina sempre a lei da conseqüência e do carma. O segredo é submeter-se à vontade de Deus, inteiramente, no "Seja feita a Sua vontade" sem reagir. Entregando-se ao olvido ou ao Nirvana, passando o tempo que haverá de passar, e na forma que haverá de ser, acontecerá o retorno à vida, na reencarnação. Mas para isso, para ter toda essa disposição, haverá necessidade de ter assimilado em vida esta disposição, e não ter coisas na consciência que afetem esta tranqüilidade. Coisas que a maioria tem e aí pela lei magnética das conseqüências poderão cobrar suas vinganças através do sistema áurico das pessoas que se liga ao dimensional.

A partir desta situação, descobrem-se estas irregularidades áuricas, e oriento ou opero os tratamentos, dependendo do tipo de atuação e do momento mediúnico que a situação comporta. Quando a pessoa pode, por sua conta, fazer autotratamentos, é orientada a fazer um roteiro espiritual, baseado na autodoutrinação. Assim, através da leitura e ponderação da palavra dos livros Litáuricos, estas entidades perdidas podem receber, mediunicamente, as informações de que precisam para sossegar, além das ajudas que as orações bem direcionadas do indivíduo possam despertar. O autotratamento se baseia no processo da oração dos mentores, detalhada no seu panfleto ou no Evangelho Litáurico.

Quando o momento mediúnico da autuação não permite autotratamentos, isto quer dizer, na prática, que a entidade já está entrosada no físico da pessoa, e só poderá ser extraída através da incorporação mediúnica dela mesma. Nesse modo se realiza o tratamento, quando a entidade aceita entregar-se à Vontade Maior e, abandonando a perseguição, deixa o autuado.

E é bom não nos esquecermos de todos aqueles que morreram condicionados à ideologia da cruz, ainda tão arraigados à matéria que não conseguiram desprender-se dela. Há também os que aguardam a condição antinatural da matéria refazer-se do pó, para satisfazê-los nos seus sonhos, inspirados numa crença gerada por um pagão insano e exaltado por um poder temporário e mortal.

Assim é que, no final de 1997, já havia realizado mais de 500 sessões de tratamentos, das quais em média participavam de 15 a 30 pessoas por sessão e todas elas vindo, em certo momento, a extravasar as "energias intrusas", que através da fotografia tinham se revelado na aura, sendo a causa dos problemas que muitos sofriam há anos. São problemas individuais que podem ser desenvolvidos ou resolvidos, pois o espiritismo considera toda a mediunidade como uma faculdade ou um dom a desenvolver. A Litáurica não pensa assim. Reconhece que a mediunidade pode ser um dom, mas também que a maioria não precisa desenvolver, pois, sempre quando há uma aura bem proporcionada e bem equilibrada, há uma mediunidade, em que não há obsessores, mas interesses no desenvolvimento de obras e iniciativas da inteligência que levam ao progresso social, no desenvolvimento do progresso espiritual no espiritualismo. Daí a vida é um dom que a gente recebe na relação que intimamente se estabelece com a divindade, sujeita a um contexto que é melhor determinar como evolução. Pois a mediunidade é muito influenciada porque a maioria dos médiuns, na razão de 99,9% são cármicos já incorporados que extravasam a sua atuação mediúnica simplesmente. E que paranormalidade seria esta quando é condicionada somente a sua prática mediúnica? E ainda criar obras que causam confusões nas pessoas, induzindo-as a considerar as simples fantasias de pessoas condicionadas a problemas que nem elas próprias conhecem.

A verdadeira mediunidade é aquela que realiza obras, que dá trabalho com rendimentos suficientes para as pessoas terem vidas dignas, aquela que cria progresso e trabalha para o bem comum e o bem estar das pessoas, e não falar do futuro ou passado das comadres que não têm nada a fazer na vida.

Como já disse antes, participei anos com um grupo de voluntários e médiuns, nas práticas de desobsessão de um hospital psiquiátrico da cidade. E neste hospital procurei mostrar os resultados que estava tendo por minha conta, nos tratamentos que realizava dirigidos pelas fotografias das auras. Inclusive, onde regularizei legalmente uma instituição filantrópica para fazer isso, com registro de caráter religioso, onde se pratica a doutrinação Litáurica junto aos tratamentos.

Tinha interesse em aprimorar os meus conhecimentos, pois ainda que achasse que os problemas que poderia encontrar lá eram os mesmos que fotografava muitas vezes fora, não tinha ainda realizado fotografias em pacientes internados. Mas não consegui nenhum tipo de apreço, pois lá se pratica o exorcismo, a pometria ou psicometria, ou Espiritismo canônico, nada que tenha um direcionamento ao melhoramento que não seja empírico ou fanático religioso, tentam fazer curas na base das orações.

Levantam a bandeira como obra de beneficência, porém, apropriando-se na realidade de todo tipo de recursos que possam lhes trazer as subvenções das empresas, bem como de particulares ou aquelas do Estado. Enquanto faturam com as internações, utilizam serviços de enfermagem, médicos e psiquiatras, no mínimo, recorrendo também aos serviços voluntários da solidariedade, entre os quais práticas espíritas para proporcionar socorro aos internados, proporcionando-lhes passes para poupar os remédios.

No início de 1997, fizeram uma reunião dos voluntários na qual nos pediram para considerar que havia um outro hospital psiquiátrico da cidade, que tinha manifestado interesse em um grupo de "trabalhadores voluntários" para operar lá também. Este grupo de voluntários são pessoas que dedicam algumas horas por semana ao desenvolvimento de serviços sociais filantrópicos. Assistem os doentes, levando a eles a sua solidariedade, uma palavra de conforto ou um maço de cigarros, ou um pacote de bolachas. E entre estes há médiuns, vindos de vários centros espíritas da cidade, que formam duas câmaras de desobsessão para estas práticas do espiritismo, objetivando ajudar o internado. Numa destas se praticava já o espiritismo Litáurico, mas geralmente com utilidade parcial para o internado, enquanto não aceitam no método a técnica da fotografia da aura, sendo que ainda se realizam práticas no genérico.

Estas pessoas trabalham e têm os seus compromissos e não dispõem de tanto tempo para a filantropia. Ficou difícil reunir um grupo de voluntários para atender ao outro hospital e naquele momento nada se conseguiu. Entretanto, em fevereiro 97, houve um acontecimento de onde me surgiu a possibilidade, pois havia a oportunidade de usar a fotografia da aura e ter autonomia no trabalho a ser implantado. Consegui a adesão de um pequeno grupo, pois no outro hospital, com os métodos tradicionais, havia às vezes 40 voluntários para 160 leitos. Mas eu achava que, com aquela máquina, com 5 ou 6 pessoas podia dar conta de um hospital como aquele de 210 leitos.

Começamos a operar em 21 de fevereiro de 1997, com as duas primeiras sessões de espiritismo dirigidas só para "limpar o ambiente", com dois médiuns, acostumados já com o sistema Litáurico. Na primeira sessão, encaminhamos por volta de 300 entidades perdidas por lá. Resolvemos fazer uma sessão por semana, às segundas feiras, das 19 às 20 horas da noite. Até a terceira sessão ficamos "limpando" o ambiente, como se diz, encaminhando mais ou menos 1000 entidades e muitas eletrochocadas, a tal ponto que fui perguntar à diretora se lá usavam ainda o eletrochoque. Disse-me que não. Podia-se considerar que estas Entidades que fomos socorrer, estavam lá jogadas há 20 anos, no mínimo. Quando conseguimos limpar o ambiente, achei que estava na hora de começar as fotografias e para isso pedi a lista dos pacientes crônicos do hospital.

Deram-me uma lista com 33 nomes de mulheres e 55 de homens, no total eram 88 pacientes. Fui reclamar, pois disse-lhes que queria os crônicos, e me disseram:- "estes são os crônicos", o que o Sr. entende por crônico? Entendo que são aqueles refratários ao tratamento médico. Aqueles internados há bastante tempo. E me disseram que, daquela lista, a permanência mínima era de 6 anos, indo até 20 anos, sendo pacientes com os quais os médicos tinham esgotado os seus recursos há muito tempo. Comecei então com 20 fotografias, 10 de homens e 10 de mulheres. Comecei a praticar o sistema de tratamento que já tinha aprimorado na Mesa Litáurica e fui indo, uma hora por semana, metade do tempo para o geral e metade do tempo para os crônicos.

Em meados de abril, alguns dos crônicos começaram a ter alta, dispensados pelos médicos. Em maio, outro grupinho teve alta. E vieram as primeiras reclamações, pois alguns médicos observaram que eu tinha um método, e que não podia aplicá-lo livremente lá, pois este podia chocar-se com a linha das crenças do doente, violando o direito dele de acreditar na religião de sua escolha. Mas vi que não sabiam distinguir quem só fingia a doença, mas também que não se preocupavam muito com isso.

Começaram aí as primeiras dificuldades, pois naquele hospital havia, já há anos, grupos de orações católicas marianas, grupos de orações evangélicas, além de um centro espírita das vizinhanças. Sentiam-se todos incomodados com os resultados que estávamos tendo. Depois de 40 fotografias realizadas, para reduzir as hostilidades, parei com as fotografias, pois deram sumiço até nas cadeiras. O trabalho já estava contornado e passando o grupo a 8 pessoas chegamos a setembro, quando fui pedir para atualizar a lista dos crônicos e a diretora me disse: "Não há mais crônicos no hospital". Há outros problemas, pois os que estão bem agora estão internados há muito tempo, e perderam o seu lugar lá fora na sociedade. E não há condições de tirá-los do hospital.

Foi então que me dei conta desta realidade e passei a conversar mais com estes ex-doentes ainda internados, e dar mais valor ao trabalho que faço "lá fora" e a esta máquina, que nos permite detectar o problema na pessoa e tratá-lo, antes que seja internada nestes lugares. Porque lá dentro viram depois problemas sociais, de uma sociedade com valores morais muito discutíveis.

Temos teorias em relação a corpo casual, corpo astral, corpo físico, corpo áurico, e suas conexões. Cordão de prata, cordão de ouro, cordão de platina, cordão de diamante. Buscas pela essência da inteligência e localização da consciência encarnada e suas conexões. As percepções do cérebro e seu potencial e suas misteriosas energias..... Mas tudo isso, no seu resumo, é um contexto que se chama exploração do espírito em formação, subordinado às causas e efeitos das ações do seu passado, que estão contempladas na lei do amor e nos decretos das leis da metafísica inalteráveis e inquebrantáveis, de cujos efeitos ninguém é isento.

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