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A GaiolaVimos, até aqui, uma parte da história ligada à continuação do império idealizado por Constantino, onde se passaram séculos e séculos de obscurantismo espiritual, com o intelectualismo, mantido por este imperialismo, cúmplice dos poderes temporais, e examinando os resultados, parece até que a humanidade tivesse sido abandonada por Deus. Mas não é assim, pois é suficiente fazer uma pequena reflexão para compreender que a humanidade toda está simplesmente presa numa gaiola, uma gaiola que ela mesma criou para si, sofrendo porém as suas conseqüências, subordinada às leis físicas e da metafísica, inalteráveis. Para ter uma idéia disso, é suficiente examinar o ciclo de uma gota de água: - evapora consumida pelo calor, dando início daí, também, ao seu ciclo continuativo da vida. Entrando na umidade do ar, sobe até encontrar as temperaturas mais frias, adensando-se lá, em forma de nuvens, para voltar à Terra, em forma de chuva. Este processo de regeneração é tão conhecido por todos, de forma que não é preciso que seja mais detalhado, porém muito poucos vêem nisso a solução do mistério da vida, da morte, da vida espiritual, e do renascimento. Tudo de forma simples, natural, como manda a lei da física, com nada mais de misterioso. E a física nos ensina ainda, que a partir da sua criação, este planeta, nunca perdeu sequer, uma gota de água neste processo de regeneração. Isto diz a Ciência e nós, aqui, consideramos somente uma pequena observação:- deve-se descontar desse volume inicial, a quantidade que eventualmente, os astronautas ou viajantes do espaço, tenham levado com eles nas viagens que fizeram fora da estratosfera, se e no caso, tenham despejado esta água nos lugares visitados. Este conceito da água aplica-se perfeitamente à vida. Quando se vê a molécula da água, porém indivisível não como a água, mas como sendo uma unidade espiritual, e ainda, considerando que sem estas duas unidades que se combinam com a massa de protoplasma, que constitui o corpo humano na sua base, este não existiria e não seria possível este processo biológico, conhecido como vida inteligente. Neste contexto, a água segue o seu processo de regeneração num único padrão, natural e geral; a unidade espiritual é um complexo de células funcionais, mas devem ter uma só personalidade, quando sejam imantadas pelo mesmo espírito. Apesar de ser uma composição, que deve formar o conjunto da sua aura, a sua evolução se exprime na sua unicidade espiritual e na individualidade do corpo etéreo áurico. Quando todas as células vibram na mesma freqüência se atraindo e operando, evidenciam os traços do mesmo carma, pois todas são portadoras da mesma carta esotérica. Se separam às vezes, operando de forma diferente quando sofrem atuações espirituais externas, pois ai podem atuar ao mesmo tempo em várias pessoas, mas ficam submetidas às regras da possessão e as mesmas regras individuais da regeneração, que, num contexto geral, são iguais àquelas da água. No decorrer da vida desgasta-se o biológico e no final da vida, a unidade espiritual, que é energia, separa-se da matéria e se liberta do corpo em função da morte e, livre, recompõe-se numa análise do feito, mal feito, não feito, que comportará todas as ações que deverão ser realizadas para corrigir os erros cometidos, onde se formará a sua evolução ou o seu Carma, que funciona de forma igual ao vento, regulando o retorno, de forma mais ou menos veloz, mas subirá para depois recair onde este vento determinar. Cairá uma vez para cá e uma outra para lá, e, como uma gota de água, irá poluir-se conforme o ambiente em que cair, e falará a língua do ambiente, e viverá de acordo com ele, e isto acontecerá tantas vezes, quantas forem necessárias para sair desta regra que, por isso, vem a determinar-se como elementar. Que seja uma vez um poderoso e uma outra vez um analfabeto, que fale esta ou aquela língua, isto não fará a mínima diferença, pois não será isso que elevará o seu senso esotérico, mas o ambiente e as diferenças das situações a viver, as discriminações, as dificuldades, forçarão o seu desenvolvimento que acontecerá e será amadurecido pelo sofrimento e pelas provas superadas. Deverá nisso, porém, encontrar uma evolução espiritual; em outro caso, subirá somente para cumprir cada ciclo, mas, antes ou depois, cairá de novo, e, como a água, neste contexto, não será perdida uma só gota. E porque não mais estamos fazendo parte de um planeta de expiações e provas, os sentimentos aqui desenvolvidos servem para o espírito evoluir, e terá regressão do espírito quem não se esforçar para corrigir, onde só voltaremos tantas vezes quantas sejam necessárias para a evolução do nosso espírito. Esta evolução esotérica é fácil de medir, mas é difícil de ser obtida: - é a sensibilidade, a generosidade, o senso do humanismo e o desapego aos valores materiais. E não se pense em termos de nuvens, ou campos de energias, onde iriam acumular-se as experiências e os méritos na formação das elites espirituais, pois ao contrário até pode-se considerar que alguém possa ser iluminado por esta Luz que existe há muito tempo e vem do espaço. Mas estes são méritos diferentes, são os produtos de vidas vividas e sofridas, pois na situação real é que se estava num mundo de provas, de onde não se sairá senão num contexto de superioridade real, pois, a esta altura, é necessário não perder-se e não se deixar dirigir pelos outros. Não esperar nem anjos e nem harpas, mas querer sair e fazer o que for preciso para isso, pagar as dívidas e sujeitar-se à "Ordem Superior". Aí, será a exceção que foge à regra e, igual à cápsula dos astronautas, irá pelas Glórias Superiores. Mas, até lá, todos aqueles que formam o orbe deste Planeta, estarão presos na mesma gaiola, onde cada erro terá que ser compensado, e a evolução final, é só pela palavra de Deus e pelo testemunho do Cristo. (Apocalipse 1.9.) |
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