Anterior Capa Próxima

O Atmar ou "O livro da antiga sapiência"

Considerado o coração da doutrina Shan, o Atmar se exprime no conjunto de 22 arquétipos definidos como "Hats", uma bagagem de conhecimentos metafísicos e filosóficos que constituem um "Traço" para a realização, e uma forma de evolução individual.

O Atmar pode ser considerado também como o "Caminho Evolutivo", com etapas de seqüência que terão como finalidade o conhecimento total, ou a evolução espiritual.

Os 22 arquétipos representam singularmente aspectos da realidade e, ao mesmo tempo precisas experiências, para defrontar em seqüência, e que se constituem como etapas caracterizadoras da proposta Shan para conseguir a máxima expressão evolutiva possível ao homem: 0 "Nah".

Conforme a doutrina Shan, a existência esconde um segredo, ao qual o homem pode ter acesso por meio de um preciso "training" de realizações. Esta é a condição necessária para a penetração do Segredo, e pela doutrina Shan, o "Nah" representa esta experiência total.

O Nah é a porta que conduz ao segredo da existência, uma realização vivida bem além das interpretações sensitivas e mentais, onde, de forma normal, o homem traduz as suas percepções sobre a sua existência.

Por estar além das interpretações subjetivas e limitadas, a realidade vivida através da experiência do "Nah" é que se revela ao homem e em toda a sua riqueza espiritual, numa totalidade em que o homem pode fundir-se com o absoluto.

Isto é necessário num desenvolvimento gradual que seja conduzido com a ajuda de um Guia espiritual, que constitua para o homem uma orientação na vida real do seu contexto.

Os "Hats" do Atmar representam tal graduação de experiência que chega aos diversos níveis de penetração. Cada "Hat" encerra um profundo significado esotérico que se defronta na experiência humana do cotidiano relacionado ao metafísico.

Na cultura Shan, o Atmar era considerado um verdadeiro livro "cujas páginas" porém, eram gemas ou "lâminas" interpretadas conforme o seu grau de experiência conseguido.

O Atmar é na prática a codificação da doutrina "Oriental", num conjunto orgânico de um certo momento da evolução espiritual que, um dia, foi doado por um "Mestre Primordial". Imaginamos os (Vedantas) nisso tudo, vindos de um Mestre, que talvez seja visto como proveniente desta ou de uma outra galáxia. Mas sempre parte de figuras fundamentais desta cultura e que satisfazem a curiosidade dos primeiros homens desejosos de saber sobre os mistérios da existência.

Todavia, na história da humanidade, o Atmar foi interpretado em diferentes formas definidas como "Sastas". Exemplo: 1900 anos d.C., "Conselho" se manifesta historicamente: se recondiciona e volta a operar no planeta para cumprir a profecia, conseguir a civilização do Nah. Quatro mil anos a.C., o "Conselho" opera em forma itinerante, sem ligar-se às comunidades históricas e se desenvolve em civilizações depois do dilúvio da Bíblia. A era mística dos Maias, em que se deu início ao calendário, remonta ao ano 3.111 antes de Cristo, mas dois mil anos d.C., floresce a civilização tecnológica e espiritual depois da revolução do cientismo, que exclui a religião da superstição em um grande renascimento, em que o "Conselho dos Mestres" se integrará naturalmente, pois hoje este controle é muito próximo dos homens.

O "Sasta" então é uma parte integrante, mas intelectual, e que se integra numa época e numa civilização que termina onde outra começa.

O Atmar foi interpretado num perfil histórico, metafísico, divinatório, cósmico, tecnológico, astrológico, etc. Mas o aspecto cultural integrado ao Atmar é, sem medo de erros, o mundo relativo aos minerais e às gemas, onde estas se integram com os homens, pois a mais antiga representação do Atmar é aquela das 22 pedras mágicas que unem em si todo o conhecimento científico, histórico, metafísico, além de profundos significados que se referem ao mundo oculto, que por isso se definem como mágicos.

Tais contextos culturais influenciaram a formação de muitas religiões e doutrinas naturalmente perdidas com o suceder-se das grandes glaciações, que seguem os grandes cataclismos naturais, em que periodicamente a Natureza se recondiciona e em que também os ciclos evolutivos podem ser interrompidos para selecionar o "trigo do joio" e onde, depois, no início, ressurgem as condições de barbarismo, em que a revolução da Ciência se integra com a religião da superstição, e onde o "Conselho dos Mestres" se afasta por certo tempo.

Mas, pela obra dos "Mestres Ancestrais", a preciosa bagagem cultural ligada às pedras volta sempre, junto aos princípios da doutrina que sempre se restabelece na mediação de um "Mestre", de sua esfera e de sua época. Conhecemos assim que há cento e vinte mil anos a.C., desaparece a civilização Atlântida, por cataclismos naturais.

Há cento e trinta mil anos a.C., nasce a civilização Atlântida que substituiu a Hiperbórea.

Há seiscentos mil anos a.C., inicia-se um outro período de grandes glaciações.

Há quatro milhões de anos a.C., floresce a civilização dos Achantes. A revolução do cientismo se integra na religião da superstição e segue um grande renascimento. Desenvolve-se a civilização tecnológica e espiritualmente avançada de Tul, na qual o "Conselho Dos Mestres" organiza uma cultura unificada em todo o planeta.

Antes, domina a ignorância e a superstição, nas raízes míticas da tradição Shan, constituindo assim o primeiro "Conselho Espiritual" deste planeta. Antes, acontecem os grandes cataclismos arcaicos. Tem início a vida animal e comparecem sobre o planeta os míticos "Mestres Ancestrais" e, deles, Tah-Ai recebe o ensino......

Anterior Capa Próxima