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O Brasil nesta estória

Antes de tudo, vamos considerar logo as previsões que, nesta situação e da forma que envolvem o país, nos dizem que do Brasil deveriam partir todas as deliberações importantes, quer espirituais, quer terrenas da Nova Era. O astrólogo inglês Edward Lyndoe traduziu ainda uma profecia de Nostradamus para este tempo, e coincidentemente com outros videntes e autores de livros publicados, nos dizem que pela sua dimensão, tudo foi preestabelecido nessa área há muito tempo. Sabe-se assim, ainda, que ao mesmo tempo em que devia acontecer a declaração terrena da independência do Brasil, esta devia ser realizada em São Paulo, e valeria também como o sinal de partida para todos os auxiliares espirituais, que voltando a reencarnar e fazendo parte deste programa, deviam saber que tudo estava pronto - quando a "Grande Reforma" podia começar a ser realizada.

Pois consideramos como era o nosso mundo naquele tempo, nada daquilo que habitualmente usamos no dia-a-dia atual existia. Até as coisas mais triviais, que nem consideramos mais, por tê-las a mão, na nossa vida chamada de civilizada, existiam. Assim como eletricidade e luzes, telecomunicações, fornos a gás, elétricos, rádios, televisores, carros, aviões, telefones, elevadores, ventiladores, geladeiras, jornais, revistas, etc. Tudo devia ainda ser realizado por intermédio de milhares de obreiros, pessoas que contribuíram com seus inventos, realizações e industrializações, para que o progresso fosse acontecer para o chamado mundo moderno. Facilitaram assim muito a vida do ser humano, mas ao mesmo tempo, facilitaram difundir as informações e criaram a abertura mental para compreendê-las, e nisso nasceu a nossa visão do mundo, que foi assim muito ampliada. Como exemplo disso, hoje muitos podem considerar e entender uma fotografia da aura e os conceitos que nesta se evidenciam. Sem isso não haveria como reformar nada, pois o mundo chegou em 1820, numa corrida de guerras, perseguições e conquistas, onde só havia atraso e sofrimento, o próprio sistema estava emperrado, embrenhado, bloqueado. Para onde ia a humanidade? Para novos tempos, pois a Era de Aquário já estava influenciando a era de Peixes, que vinha se esgotando e aproximando-se do fim.

Evidentemente no mundo se projetava a expansão descontrolada da sua população, que sem uma sã consciência espiritual se multiplicava rapidamente, multiplicando mais os seus problemas, impulsionada pelo sistema da eterna exploração religiosa. O clero tinha-se enriquecido novamente e havia grandes áreas controladas que podiam ser povoadas, especialmente as novas terras além dos oceanos, que em fase da pós-colonização, podiam abrigar grandes e novos rebanhos humanos. Começou então a migração dos camponeses, sem terra e sem trabalho, da Europa, desafogando-a dos pobres e mendigos em geral, que vinham para os novos mundos americanos, mas ali já se projetava a mesma conseqüência futura, dos passados tempos, para muitos condicionados, por onde espiritualmente não havia progresso, mas onde o mundo se tornava sempre mais materialista, ateu e imediatista, pois por causa disso não podia ter outro rumo.

Não restava então alternativa ao mundo espiritual, senão dar início às reformas que tornassem possível proceder ao Juízo Final. Para realizar uma seleção entre a confusão dos humanos, foi criada a força espiritual litáurica. Porém, vamos por etapas, pois o ser humano nada mais é, do que um casulo que abriga um espírito que nele deve evoluir. Entretanto, tinha perdido o rumo, a situação tinha sido invertida, pois o casulo, na sua inconsistência e provisoriedade, influenciado e mal dirigido pelo sistema religioso, queria criar a sua própria evolução, o que era porém impossível.

Era preciso então, criar o primeiro "Cisma", pelo qual se libertava um Novo Mundo e prepará-lo para ancorar a Nova Era, portadora de uma nova luz e contextos espirituais reais, bem mais evoluídos. A América Latina já fazia parte disso, e o Brasil já estava também determinado há tempo com a sua importância neste contexto. Em 1822 começaram a ser realizadas as ações reformadoras em milhares de lugares do planeta e, quando em 7 de Setembro, Dom Pedro declarava a independência do país da coroa portuguesa, foi dada a partida. Na França, por conta da reforma espiritual, foi escrito um livro, uma obra mediúnica inspirada por Jesus, em que se restabelecia a verdade cristã, relembrando lá a sua passagem na Terra. Nele Jesus, Maria, sua mãe terrena, e vários Apóstolos, revelavam passagens da pregação da verdade, e Jesus dizia ter sido espiritista, vindo automaticamente acender interesses ainda apagados pela longa ação da Inquisição. Nisso reabilitavam-se as práticas mediúnicas, até então excluídas das pesquisas, ainda fortemente influenciadas pelo credo católico, reiniciavam-se novas atividades espirituais. Surgiram então os primeiros cientistas a cimentarem-se nisso, descobrindo novamente o mundo anímico e o mundo dos espíritos com Reichembarch, Mesmer, Darget, Baraduk, Kilner, etc. O livro de Jesus foi queimado pela interferência dos padres, mas outros surgiram mais ou menos da mesma linha.

Os estudos dos fenômenos espirituais deram início a novas literaturas especializadas, de onde nasceu o kardecismo na França, e a vidência, a cartomancia, a terapêutica holística, etc., foram revitalizados. Os estudos da aura organizados na teoria de Kilner, chamados de grupos de estudos teosóficos, começaram a aparecer em várias localidades e em todos os países. Finalmente as pessoas voltavam novamente a falar do espírito e da reencarnação, ao mesmo tempo em que, por falta desses conhecimentos, descobriam-se os efeitos negativos da continuação da vida, que sem o amparo de uma religião verdadeira e coerente, tinham nascido como sua simples conseqüência, mas lá ainda não se entendiam assim. Começaram as literaturas mediúnicas e os médicos a descobrir os males da alma nas doenças da mente. Começaram a pesquisar a psique, e os médicos Sigmund Freud, e o suíço Joung, elaboraram as suas teorias, e com ajuda e participação de outros ainda, vieram cunhar-se novas palavras para novas sensações, como angústia, ansiedade, depressão, pânico, psicose, mediunidade, etc., pois a humanidade estava indo nessa direção e com o seu progresso relativo, mas nascia um embrião de uma nova consciência.

E, em 19 de setembro de 1846, vinha uma mensagem espiritual em La Salette. Mais um aviso sobre o Juízo Final e veio através de uma chamada "emissária da misericórdia", que já apareceu naquela data e depois, mais tarde, em três regiões diferentes da Terra. Não disse ser, mas foi chamada pela igreja como a Virgem Maria. Na primeira vez nesse contexto apareceu a duas crianças em La Salette, perto de Grenoble. A Segunda vez em Lourdes, e a terceira em Fátima.... As mensagens sempre foram dirigidas aos superiores da igreja, que continuavam queimando livros, ao invés de ouví-las.

Duas crianças de doze anos, receberam a mensagem em La Salette da luminosa figura que lhes apareceu. A mensagem foi recolhida para ser comunicada ao clero, que evidentemente, dificultou e achou que as podia desconsiderar, aproveitando porém, para fazer do lugar da milagrosa aparição, um centro de peregrinação e contribuição, de forma a erguer um grande santuário, e ter uma contínua e grande fonte de dinheiro em oferendas. Nada mais fizeram.

Segue mais tarde, uma outra aparição no dia 11 de fevereiro de 1858 em Lourdes, mais ou menos na data em que foi editado, sempre na França, o primeiro Evangelho Kardecista, em que a mensagem do mesmo teor, foi repetida a uma menina de quatorze anos, Maria Bernarda Soubiros, denominada Bernadete. A história repetiu-se de igual forma em La Salette, onde surgiu um outro santuário, transformando o lugar em sagrado e milagroso para nova peregrinação. Muito poucos milagres ocorreram lá, mas até hoje é uma grande fonte de renda, para o lugar e para a igreja.

O livro mediúnico considerado a "Terceira Revelação", editado na França em 1835 na sua primeira vez, novamente editado em 1876, e que tornou-se conhecido como; "A vida de Jesus ditada por Ele mesmo", foi queimado novamente como na sua primeira edição, pela clara intolerância da igreja. Hipolite Denizard de Revail, e um grupo de pesquisadores mais conhecido como Alan Kardec, trouxe aí a codificação. O grupo editava o Evangelho Segundo o Espiritismo, do Kardecista em 1864, e outros trabalhos menores advertiam os homens da transformação que estava ocorrendo. Nisso, os espíritos disseram ao Kardec:- "Que os Pais dos espíritos estavam prestes a voltar.... Que o "Cisma" estava sendo rigorosamente preparado na Itália, já em 1866.... Mas a separação que devia ser realizada estaria preparada, só a partir de 1986". Na prática, começou a ser prevista a partir de lá, 120 anos antes, mas tinha começado já bem antes.

Da América Latina o mundo devia aguardar uma manifestação para depois daquela data, dizia Edward Lyndoe, já em 1938. Outros achavam que muito disso podia ser ainda evitado, mas uma terceira vez, voltou a mensagem espiritual para o clero, na noite de 25 para 26 de Janeiro de 1938.

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