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O Espiritismo

Ser Espírita não é diferente de ser Cristão. Mas ser Cristão hoje é um contexto muito amplo, pois ser Cristão é parte de determinadas religiões, e significa "atraso" diante do contexto espiritual; ser Espírita Cristão, já implica no conhecimento, pelo menos, do Evangelho Kardecista e do testamento do Kardec, nas suas "Obras Póstumas".

Espiritismo também é um contexto muito amplo hoje, pois pensa-se que para praticá-lo seja necessário o médium, entretanto qualquer pessoa pode fazê-lo, pois esse caso seria mediunismo. Pois a certeza da comunicação com o espírito evoluído a gente tem só quando recorre à leitura do evangelho Litáurico, abrindo-o ao acaso, depois de ter praticado na vida os conceitos certos, e merecido atenção e ajuda espiritual e pedido mentalmente este tipo de inspiração à espiritualidade.

Ser espírita é ainda, para muitos, uma necessidade da sua própria situação, porque muitos aparecem da dimensão extrasensorial trazendo-lhes cobranças e instabilidade emocional. Assim é que muitos chegam ao espiritismo como forma de resolver os seus problemas, e depois ficam em conseqüência do fato principal, pois para controlar o fenômeno de que são portadores, necessitam de praticar constantemente.

São problemas que não se curam, mas melhoram no extravasamento emocional, na aceitação, e, tudo o que é manifestação mística age na sua base, provocando a manifestação mística aliviadora. Existem no Brasil milhares de centros espíritas e milhões de pessoas vão a estes centros. Muitos continuam lá os hábitos da igreja, tomam passe e assistem a um sermão. Outros seguem o carisma católico e outros, o evangélico. Há muitos lugares onde se fazem exorcismos e lugares onde o seu tratamento é histérico e coletivo, como nos estádios etc.. Tudo isso é um fenômeno que, basicamente, nasce na aura e é sempre mediúnico, que se diversifica em função da personalidade espiritual da energia que ali atua, mas que não tem nada a ver com Satanás, pois muitas vezes são simples antepassados perdidos que acompanham os descendentes. Tudo isso faz parte deste Espiritismo, que se mistura com o mediunismo condicionado a estas origens. Quantos se dizem espíritas? Mas quantos ao mesmo tempo que freqüentam o centro, não vão às igrejas, visitam regularmente santuários, adoram imagens e lhes dirigem orações e adoram relicários?

Geralmente, já nestas conseqüências, são pessoas perturbadas, e muitos ainda são verdadeiros doentes metafísicos que se esforçam para se conter porque, na verdade, gostariam de brigar com todo o mundo ou forçar todos a prostrar-se diante da cruz.

Esta herança vem do atávico, da falta de conhecimento e de respeito à vida, nos contextos do: "respeitar e auxiliar, ordenar e proteger, todas as vidas subordinadas, para que tudo se desenvolva em harmonia" e nisso vejo a situação em que está o Astral. Pois quantos são os espíritos dos que ao morrerem, se perderam simplesmente na dimensão da metafísica, porque em vida, não souberam aceitar o preceito de "amar a Deus acima de tudo e ao seu próximo como a si mesmos ".

Quanta gente não ofende este próximo, recorrendo depois ao perdão do padre, mas sem serem perdoados pelos próximos a quem tinham ofendido? Quantas pessoas abusaram e praticaram violências para adquirir fortuna e poder na Terra? E quantos destes não acharam suficiente depois, simplesmente colocarem-se de bem com a igreja fazendo-lhe favores ou volumosos donativos em bens e pagando dízimos? E quantos são os que foram padres? Fazendo-se servir dos outros e sem ganhar experiências da própria vida, desperdiçando-a só nos cultos e orações, e que descobriram depois da vida, pelos resultados que tiveram, que erraram tudo? E nesse caso, quantos são os espíritos que não conseguiram sair da dimensão dos vivos ainda, que viraram formas metafísicas, não por algum tipo de evolução mas porque simplesmente morreram, e se perderam no astral, mantendo as mesmas formas de atraso em relação aos convencimentos que tiveram em vida?

Muitas pessoas que se dizem médiuns estão simplesmente ganhando dinheiro, aproveitando-se do medo do desconhecido dos outros. Hoje em dia há um grande numero de "impostores" e de médiuns cármicos que perambulam à procura de quem os considere importantes. São médiuns catalépticos, de pouca moral, que sofrem estados de transes e semitranses acordados em que podem fazer qualquer coisa por influências espirituais na aura, ou manifestam chavões sempre iguais, sempre em estados de excitação, mas são como a erva daninha que denigre o espiritismo, são doentes, havendo ainda muitos picaretas e farsantes que podem ser identificados pela fotografia da aura.

Através da Kirliangrafia, na interpretação Litáurica, pode-se avaliar a doença mental e os fingimentos da impostura mediúnica e as tendências sociopatas (exibicionistas) e o processo é vital para amplas averiguações. Os largos passos a serem dados, na purificação desta área, deverão acontecer através desta metodologia científica que se aprimora nos conhecimentos do verdadeiro espiritualismo e não nas atuais condições doentias.

Tudo isso passará por etapas de mudanças, subordinadas ao tempo em que as pessoas se tornarão depuradas dos condicionamentos da superstição. Mas até lá, irão encontrar-se com o mediunismo, no qual se influenciarão, sempre condicionados à lei de causa e efeito, do carma, e os conceitos de confusão, mais ou menos comum entre eles. Onde ainda, nos dois lados, tanto no metafísico como no mundo físico se elegem dirigentes, doutrinadores, orientadores espirituais, etc., unicamente pelas condições supersticiosas que lhes derivam do atavismo. Principalmente, do nosso lado que é material, muitos são ainda influenciados pelos seus perturbadores espirituais, que chamam de mentores, que se valem de todo tipo de recursos da mediunidade, para obter a indução da vida material.

E aí as coisas muitas vezes se ligam ao fetiche e aos absurdos, mas é preciso considerar que ainda não temos competência para determinar o que é absurdo porque é só agora que, através da Litáurica, podemos perceber estas dimensões, onde é preciso considerar que o nível das entidades metafísicas e o das pessoas que freqüentam o centro se eqüivale sempre.

E o que ainda nisso confunde muita gente é que tudo vem transformado em religião. A Umbanda também é considerada uma religião que, nascida em São Paulo por volta de 1906 como tenda de terreiro, operava assim. E se realizou para corrigir um contexto do kardecismo, pois há atuações espirituais físicas que não se manifestam nele, para depois posicionarem-se na umbanda entre o paganismo e o dogma católico, com pretensões do kardecismo na sua mesa branca.

Na umbanda muitas superstições primitivas dos escravos são mantidas, com as distorções das forçadas conversões ao catolicismo, mantendo a tradição e o folclore nativo. E nestas situações atávicas e mágicas encontram-se também as origens do candomblé e da quimbanda, porém umbanda significa assembléia religiosa que se propõe ao estudo das religiões. Em várias localidades já estudaram o esoterismo e a fotografia da aura, mas onde, ainda, Oxalá, o Rei da Paz, vem relacionado ao Jesus da mitologia católica.

Tudo o que é superstição católica é normalmente aceito, acendem-se velas de todas as cores e fazem-se orações para o santo e para o diabo. Mas o médium vai normalmente a estes centros por tradição, ou porque está atuado na linha física por entidades que provocam ainda as induções da matéria. Todos os portadores de problemas mediúnicos podem se desenvolver na umbanda, porque aí é que assumem os seus guias. O kardecismo, no entanto, está subordinado a outros tipos de atuações que venham a se submeter à sua doutrina.

Todas as pessoas que participam dos "trabalhos mediúnicos em geral" vão atrás da solução dos seus problemas da vida, e a maioria das pessoas portadoras destes problemas normalmente têm problemas na aura, de origem mediúnica, que podem ou não desenvolver.

Vê-se daí que muitas vezes não é o médium que escolhe, mas é perseguido pela sua atuação, que virá a manifestar-se só no ambiente que mais se alinhará com suas características. Nisso, muitas entidades ainda nem chegaram a considerar a existência de outro Deus, que não seja o seu e moldado ainda no seu modelo católico. Esta linha doutrinária ainda é refratária a uma doutrina mais evoluída, à qual poderia chegar com o tempo, em muitas considerações, mas onde a transformação será gradual, pois de início realiza-se um mediunismo formal ou um espiritismo que em muitos lugares é chamado de canônico, e ainda está na base do fumo, da cachaça, etc....difícil de mudar, porque se liga ao curandeirismo, que muitos procuram por causa das carências sociais, por não terem condições de ter acesso a um médico.

E muitos ainda são supersticiosos, achando que para ficarem bons um outro deverá ficar doente. Esquecendo, por simples falta de conhecimento, que tudo isso se integra ao carma e a uma Parábola que diz: "Se a tua mão te é objeto de escândalo, corta-a...."

Anton Mesmer, pai da hipnose, foi denunciado como impostor pela Academia Francesa de Ciência. Entretanto o magnetismo dos passes produz o crescimento das enzimas naturais, como ele já havia anunciado dois séculos atrás. Hoje temos essas provas de laboratório na Universidade Mc. Grill americana. Prova-se ainda que os florais e as drogas hipnóticas dos remédios, produzem "enzimas sintéticas áuricas", que não curam mas favorecem as defesas, inibindo as "atuações espirituais" na aura. Entretanto não resolvem senão em forma temporária, vinculada ao uso constante do remédio. A ciência da cura espiritual, num livro de Ramacharáka, diz que todas as doenças podem ser contraídas através dos "passes magnéticos". É o que afirma também a teoria Litáurica, onde o passista se qualifica pela força da sua aura, onde é a fotografia Kirliam que prova esta "saúde energética", pois quem não tem energia suficiente não pode ajudar os outros e pode até prejudicá-los. Uma confusão tão ampla quanto o problema áurico, que leva muitas pessoas atrás disso.

Pois com esta experiência toda é que nasceu a Litáurica, que não pode ser considerada diante dos valores do cristianismo espírita, porque o Litáurico passa para frente seu conhecimento. Toda esta proporção parece fantasia, porém não é, é real, e poucos serão os que passarão para a nova raça, inclusive os espíritas. Vai completar agora catorze anos que opero neste campo, e toda a história desta minha pesquisa e da peregrinação que tive que fazer está escrita em quatro livros, e um deles é o Evangelho segundo a Litáurica. Trabalhei quase nove anos na prática do espiritismo para conhecer e estudar esta matéria a fundo, pois a Litáurica não é um acaso. Mas o que principalmente aprendi, é que aquele é um ambiente de doentes, de omissões e bem pouco conhecimento, onde se desenvolve a conseqüência do Carma e o fanatismo, e não é o verdadeiro cristianismo. Os espíritas que conheci, direta ou indiretamente são, na sua grande maioria, católicos, e muitos são pessoas doentes por problemas que lhes vêm do passado e que, nestas suas manifestações se deixam ainda influenciar pelo misticismo e fanatismo.

Nas sessões da Mesa Litáurica, aqui de São José dos Campos, estes problemas do passado são tratados e não desenvolvidos, pois aí se revelam e dimensionam na fotografia da aura. A mediunidade assim não é mais um fato místico e nem mítico, mas uma fonte de problemas, uma anormalidade que pode ser curada. E foi ainda demonstrado ser uma simples conseqüência de uma cobrança espiritual, muitas vezes leviana de espíritos atrasados, que voltam na aura da pessoa, pois não teriam como cobrar diretamente de outra forma, mas é uma indução, que quando desenvolvida, traz confusões.

Pois estes cobradores são chamados espíritos, mas realmente muitos ainda não o são, são simples perdidos que em suas vidas também erraram e voltam assim no meio dos cobradores de direitos, para levar as confusões as pessoas que lhes dão passividade. São chamados espíritos da erraticidade porque são perdidos, porém são difíceis de identificar, e por serem fanáticos muitas vezes os levam aos enganos. Os Verdadeiros obreiros, assim, não são aqueles que se encontram nos centros de espiritismo, dando passividade aos espíritos, mas aquele que estão no mundo das atividade humanas, aqueles que geram empregos, e melhoram serviços, para que os homens se beneficiem. Estes são os verdadeiros obreiros, os que produzem com os seus serviços as riquezas dos países, que produzem empregos e bem estar a sua volta, os que põem as suas inteligências ao serviço da coletividade para criar coisas novas que aliviem os esforços humanos, para melhorar as suas vidas. Estes são os portadores de boas faculdades mediúnicas, pois estes são os intuídos, ajudados pela espiritualidade, porque mostram que são qualificados, seres humanos dignos e inteligentes que honram o Criador.

Os grandes benfeitores da humanidade, estes obreiros são os grandes médiuns e muitos tem nomes conhecidos. Pois entre os grandes empresários há, por exemplo, Ford, Johnson, Agnelli da FIAT, entre os médicos Barnard, Sabin, Osvaldo Cruz, Pasteur, ou inventores como Edson, Marconi, Watt, e muitos outros. Os médiuns dos centros de espiritismo que se identificam como obreiros, fazem correio com os mortos, em sua grande maioria são comadres, além de pessoas confusas e doentes, quando não sejam aproveitadores da ignorância alheia. Pois há muitos desses, querendo prever o futuro, propiciar negócios, ou até os que compram espaços na publicidade da televisão para fazer trocados nas limpezas das auras, ou trocadilhos falando das auras, misturando com anjos e superstições.

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