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O livro do InconhecívelA filosofia Shan baseia a sua doutrina em um simples postulado esotérico, "a existência estende a mão ao homem e este pode socorrer-se nela". Este postulado encontra a confirmação no contexto Litáurico, que leva ao progresso espiritual, na dimensão das interpretações sensitivas e mentais da existência, coração da filosofia Shan, Védica, e da lei da causa e do efeito. Definir o progresso então não é fácil, pois este se refere a uma experiência sentida além das interpretações, pois quanto mais se procura defini-lo, mais se complica. A única forma de explicá-lo é traduzi-lo na antiga língua Shanar, em que significa "paz" ou "tranqüilidade", pois esta é uma boa filosofia de vida. O Nah entretanto, se refere a uma perfeita experiência ou ao resultado desta, que é o coração da doutrina, exprime a percepção da existência sem a interpretação do intelecto, pois esta doutrina afirma que, além da dimensão perceptiva dos sentidos e da nossa interpretação sensorial intelectual, existe sempre uma outra realidade diferente e unitária num contexto de uma outra evolução maior a ser alcançada até uma realidade vazia de preconceitos e definições de conceitos, mas extremamente rica de valores existenciais, por estarem além das limitações da mente e do casulo humano. Onde se posiciona o homem, que normalmente vive e percebe uma realidade que lhe provêm de seus condicionamentos culturais e genéticos, que o limitam a observar o contexto espiritual através de uma pequena janela de seus sentidos, pois ele não pode enxergar nem o infravermelho. Porém, o exemplo mais interessante desta doutrina é aquele de dois homens: um olhando o outro, pois cada um não se vendo, um acredita ser aquele que vê. E, por meio das próprias interpretações egocêntricas, cada um dos dois acredita ver no outro um elemento que faz parte integral da cena da qual ele é separado. Cada um vive assim, instintivamente, a verdade do outro, que é aquela que ele enxerga, conforme uma verdade que para cada um é absoluta. Porém, isto vale para quem vive no preconcebido, pois neste contexto da proposta evolutiva, a evolução começa quando cada um aceita a sua realidade, e tal unidade não é nada mais, que uma das múltiplas facetas da verdadeira existência porque, se cada um não a viver, este casulo deverá servir a experiência de outros. Com isto nos integramos nesta descoberta do segredo da existência, mas é um segredo que se desvenda só a quem procura, sem outros interesses, o sentido da sua existência. Sendo o Nah a experiência mais total e abrangente possível ao homem, para ser compreendida deve ser enfrentada em precisas etapas espirituais de seqüência, como nos mostram as ponderações das várias doutrinas e filosofias dos contextos védicos, crísticos e espíritas, e numa palavra só: Litáurica. E, no decorrer deste caminho evolutivo, esta descoberta será simplesmente uma conseqüência, porque ela implica o encontro do próprio Eu interior, e na interpretação do próprio rol cósmico. Neste contexto se apresenta a real possibilidade para o homem de solucionar os seus problemas, porque, conhecendo a sua natureza real, vai encontrar o lugar da globalidade da sua existência. Tudo isto é possível hoje, pela experiência que os primeiros Conselhos dos Mestres, que se reuniram nas agremiações cósmicas, experimentaram e nos mandaram através dos Mestres Primordiais, e agradecemos a Eles por permitirem que esta preciosa bagagem cognitiva chegasse até nós, e lhes somos obrigados por deixarem que hoje o homem possa ter uma esperança de sair do rodamoinho vicioso de sua interpretação mental e condicionada da sua existência. Somos obrigados a esses homens e àqueles que acataram e conservaram as suas mensagens, pelo fato de hoje ser possível relacionar a filosofia doutrinária ao nosso momento intelectual, à metafísica, e ao conhecimento do que é racional e irracional. Tudo isto se traduz, em última análise, em um puro ato de amor, que é o mesmo amor que a existência na Natureza entendida se manifesta ao homem, e cada vez que um destes homens se manifestou e deu a mão à humanidade, foi como se a mesma existência e a Natureza de Deus se manifestassem com todo o Seu amor. O Nah é portanto esta experiência fundamental da filosofia Shan que, assim, sempre se atualiza, porque sempre se relaciona ao momento da "Sasta", ou momento intelectual do ser humano. A doutrina do Nah está contida naquilo que se define como o LIVRO DO INCONHECÍVEL; e na sua ação, mas este livro não existe. É chamado de livro porque contém uma antiga sabedoria esotérica, mas na realidade não poderia ser guardado, e na prática esse é o segredo do Atmar. Pois tem da mesma forma, que ser dito o que tem que ser, mas não perguntem, pois já está escrito: "Até o início da Nova Era" em 5 de maio de 2000, venceram definitivamente, todas as religiões do planeta, depois há o tempo de "um único rebanho de um único pastor" uma única religião, sem altares, sacerdotes ou cultos profanos...., e cada um será consultado uma só vez e deverá, evidentemente, ter-se posicionado entre a escolha do caminho certo ou errado, pois no tempo de três gerações se resolve o "problema existente". Dessa data em diante começará o Reino da Paz, ou a "Idade Áurica", e esse período, que a humanidade passará, será o da Recuperação no Novo Caminho que também já está definido - como Litáurico. As religiões do período da barbárie eram definidas pelos homens, porém, quando a "Sasta" se cumprir, fechar-se-á o Conselho dos Mestres, entrando a vigorar a aliança entre o céu e a terra, e isto se verificará numa mais que decimilenária indicação védica: - "Para aquele que Me vê através da Minha Energia, na pedra, Eu nunca Me perderei e muito menos ele se perderá para Mim". |
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