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Um relato

Uma história que envolve mais pessoas, mas é um relato de experiência vivida e dele é que nasce o conto.

O Sr. Pedro, já havia passado dos setenta e sete anos quando o conheci. Um dia vieram na Banca da Litáurica do Shopping duas pessoas, um senhor ancião que seria o Pedro e uma mulher bem mais jovem, que seria a Célia, talvez de uns trinta e cinco anos. Ele me disse que ela era sua filha adotiva, os dois fizeram a fotografia da aura. Uns dias depois vieram retirá-las e como é meu hábito normal, lhes interpretei as fotografias, nas quais tinha descoberto problemas espirituais. Ela apresentava a sua aura quase desmanchada, perdia muita energia e havia muitas cobranças espirituais, representadas por muita energia intrusa, referida a cobradores de outros tempos. Ele mostrava menos cargas, mas havia entidades genéticas presentes em sua aura, tipo parentes falecidos. Dessa forma, os dois deviam, querendo resolver, fazer um tratamento espiritual. Mostraram-se preocupados, pois seria caro? Ao saber que não custava nada, falaram que iriam, dei a eles o endereço da Mesa Litáurica de Interlagos, horário, dias de atendimento e tudo mais. Falei a ela inclusive que era uma médium cármica, e que após as primeiras participações, teria de dar vazão mediúnica a esta energia. Isso significava simplesmente que ela deveria incorporar estes espíritos que trazia nela, que eram cobradores do seu passado.

Espíritos de pessoas que no passado teriam mantido relações com ela, e por ela teriam sido ofendidos de forma tão grave, que não conseguiram perdoar e esquecer, para reencarnar. Não indo para frente perderam a vez de reencarnar, estavam lá agora espiritualmente atrelados à sua aura, para atormentar a sua vida e para vingar-se. Por isso ela vivia desanimada, deprimida e tomando remédios. Se ela refizesse o seu conhecimento espiritual nesta base, aceitando a problemática que vivia, como uma conseqüência daquele mal feito e fosse se conscientizar nisso querendo resolver, se não perseguisse nenhuma idéia de raiva para com eles, e estivesse disposta a perdoá-los, refazendo assim o seu conhecimento, poderia vir a resgatar-se. Pois ela, reconhecendo e assimilando que esta justiça existe, porque numa vida semeia-se sempre aquilo que na outra vida se colhe, eles viriam também a conhecer, pois ela mesma teria passado adiante a estes espíritos o mesmo sentimento, já que estavam na sua linha mediúnica. Disse que através deste conhecimento assimilado havia como ajudá-la, pois estes espíritos viriam à tona, através dela, e eu poderia fazer com que fossem ajudados a compreender e perdoar, sendo ao mesmo tempo adiantados para outros planos espirituais mais elevados, de onde poderiam prosseguir procedendo nas suas reencarnações, recuperando-se do tempo perdido.

Ele era um caso diferente, pois havia nele várias entidades espirituais, que inclusive tinham alguma relação de sangue com ele. Eram parentes, que depois de falecidos, viram-se perdidos, porque a única coisa que sabiam era que tinham morrido e não queriam aceitar. Sabiam que não tinham mais corpo, mas que ainda existiam, mas não sabiam para onde ir, não sabiam o que deviam fazer, não sabiam como se comunicar e nem para quem pedir ajuda. Deram-se somente conta de fazer parte de um grande mundo de perdidos do Astral, e sem saber o que fazer, encontraram o caminho da sua casa, onde se encontrando com ele, viram que estava também mal acompanhado espiritualmente. Porque havia espíritos com ele, na sua aura que o perseguiam e queriam o seu mal, tanto que ele logo naquele tempo, pouco antes de fazer a foto, tinha caído e se machucado numa perna. Isto é que fiquei sabendo depois.

Mas poderia ter sido pior se estas entidades não tivessem ficado com ele para defendê-lo, e impedir que estes cobradores exagerassem na perseguição, mas nisso aproveitaram para também abrigar-se na sua aura. Para ele também havia como ajudá-lo, porém era um outro contexto. Devia também refazer a sua cultura espiritual, pois se demonstrava que, se os seus ancestrais tinham-se perdido espiritualmente, ele devia ter aquela mesma religião e ia se perder também um dia. Estando em tempo ainda para enfrentar uma nova religião, podia ser que nesta pudesse colocar também os seus antepassados, que estavam ainda com ele e quem sabe, convencer os seus cobradores também. Para isso devia convencê-los e incorporá-los um a um também. Também não lhe teria custado nada, mas dependia dele para ver e crer, pois vindo lá os dois, neste lugar da Litáurica, poderiam ver que não estariam sozinhos, pois lá havia outros nos mesmos tratamentos, e muitos já tinham-se tratado no mesmo sistema.

Até aqui contei rapidamente como conheci estas pessoas, e veja-se bem; como as conhecia sendo uma parte da minha leitura da aura desta história, mas que vem aqui continuar, porque recebi um relato dele, recolhido e escrito pela filha adotiva que o acompanhou, e que já fez também um seu relato tempos atrás, mas que vou voltar mais adiante para considerar. A matéria dela é que de vez em quando apresento no rádio também, pois ela é a Célia, o relato da sua história é lido por uma recepcionista da Litáurica chamada Maria Rosa. Mas vamos ver agora o nosso caso que passo a copiar relacionado por Célia, com sua palavras: - "Vou contar um relato do Senhor Pedro....... Ele tem 79 anos e agora em setembro, irá fazer 80 anos. O senhor Pedro não perde oportunidade de afirmar que foi enganado quase 80 anos sobre a religião. E se sente muito feliz por ter encontrado a Litáurica, e por ter o mérito, já no final de sua vida, de ter encontrado o Caminho. Ele sempre reclamou da solidão, de muita tristeza e nervosismo. E hoje já não ouço ele falar destas coisas, pois ele agora entendeu que todos estes são problemas cármicos, trazidos do passado de outras vidas. Apesar de ter quase 80 anos, participa das reuniões das segundas feiras, e não falta nas reuniões de tratamento da clinica Litáurica e sente que está muito bem. Pois ele agora sabe que, quando um dia for ao outro lado da vida, terá ajuda e encontrará o Caminho do verdadeiro Deus. Pois quantos que morrem e indo para outro lado, não conhecem a Deus e não ganham um caminho, porque em vida não se preocuparam com a vida espiritual.

Quantos que dizem que estão cuidando da vida espiritual e vão para estes lugares onde fazem cultos profanos, adoram imagens, rezam mil Ave Marias, cantam e dançam e acabam de adorar um deus falso, que quer somente o seu dinheiro, riqueza e a parte material. Não enxergam que Deus não quer coisas materiais, mas sim que a Sua Criação evolua, que aprenda a amar a Deus com a consciência de que Ele é quem criou tudo e se encontra em tudo, em espírito. Mas voltando ao meu relato; o Senhor Pedro desde pequeno, já trazia dentro de si o espiritualismo. Seu pai conhecido como Manoelzinho, também já era espiritualista. E tinha muita coisa com que, naquele tempo o Senhor Manoelzinho não concordava, e quando alguém da família falava sobre religião, ele dizia - olha minha gente, não é nada disso. Hoje o Sr. Pedro compreende o que seu pai queria dizer, pois aquilo que os carolas falavam sobre a religião, era tudo mentira. Mas o Sr. Pedro nunca foi entendido pelos seus familiares, sobre o seu modo de pensar e enxergar as coisas. Tudo para ele sempre teve uma explicação espiritual, e foi com ele que aprendi muita coisa.

Apesar do Sr. Pedro ser católico e espírita, não concordava com certas coisas, pois sentia que estas religiões eram sempre manobradas pela igreja católica. E hoje ele sabe que o ser humano não faz parte desta ou daquela religião, mas da Criação. E é com a Litáurica que o Sr. Pedro nasceu de novo, onde está engatinhando e aprendendo cada dia mais. Ele tinha cinco irmãos e agora só restou ele, todos foram para o outro lado da vida, mas foram pela metafísica, ou seja estavam na mesma dimensão que a nossa, só que se tornaram espíritos sem matéria, pois então não foram a lugar algum. Vários dos seus irmãos eram católicos e outros de outras religiões, mas isto não lhes valeu nada de diferente, pois estavam todos na metafísica, não encontraram nada, somente escuridão e solidão. Eu que diga isso, porque um dos irmãos, o mais velho e mais religioso da família, apareceu lá na Mesa da Litáurica pedindo ajuda ao seu irmão Pedro. Pediu ao Sr. Pedro que fosse fazer uma reunião especial lá em sua terra, onde nasceu, pois este era o Sr. Francisco, que sempre foi um pai dedicado com a sua família ensinando aos seus filhos os seus mesmos princípios, mas agora estava preocupado porque se deu conta de ter ensinado a eles a religião errada. E como ele já estava morto e não podia mais fazer nada para consertar o erro, pediu à espiritualidade de lá, para que pudesse comunicar com o seu irmão. Talvez, lhe foi permitido por um certo tipo de merecimento, porque ele achava que estava fazendo o melhor que podia em boa fé para a sua família.

Então apareceu novamente na Litáurica, e disse: - "Pedro nossa gente precisa saber que tem outro caminho, você precisa falar com eles, eu não estou feliz, estou preocupado com nossa gente, pois fui muito católico e passei errado os conceitos religiosos para eles. Pedro você precisa fazer algum coisa, fazer uma reunião para esclarecer o nosso povo". E pela terceira vez, o Sr. Francisco apareceu lá de novo e lhe falou através da sua neta que também estava lá para fazer o seu tratamento e disse firme: - "Pedro o que você está esperando, que não foi fazer a reunião na nossa terra? ". Então no dia seguinte, no Domingo, saímos bem cedo, nós e o pessoal da palestra litáurica, rumo a cidade de Guareí. A reunião foi muito bonita, esclareceu muita gente e esclareceu também a muitos desencarnados que participaram. O Sr. Francisco desde então se sentiu aliviado e feliz por ter podido ajudar a consertar este erro que havia cometido em vida. Eu acho que ele já foi ajudado a encontrar o caminho da Luz, na senda do verdadeiro Deus, que antes vivo não tinha encontrado.

O Sr. Pedro hoje já está mais tranqüilo porque sabe que pode fazer alguma coisa para ajudar o irmão. E já faz 2 anos e meio que o Sr. Pedro está na Litáurica e nunca incorporou. Certa noite, num sonho, ele sentiu que estava quase caindo num grande abismo e de repente, alguém o segurou pelo ombro e não caiu. Desde então o Sr. Pedro começou a incorporar e encaminhou lá na Mesa da Litáurica, o seu irmão, e foi depois encaminhar os outros irmãos, e os seus antepassados que estavam atrás dele e, agora nesse último tempo, encaminhou sua mãe falecida há muito tempo, que estava muito feliz. Ele sentiu isso e viu que a Litáurica não fala em vão, quando diz que são estes os próximos, que em primeiro lugar nos cabe ajudar, porque são a nossa família que depende exclusivamente, tanto que são ligados a nós através da nossa aura. Quantos dos nossos antepassados e familiares morreram e hoje estão precisando da nossa ajuda para encontrar o caminho que só existe na Litáurica? Quem está fora disso? Pois não é fácil ser Litáurico, é preciso coragem, para sair da mídia e da tradição, dos condicionamentos, dos contos de fábulas e mentiras, que já os nossos pais, avós e bisavós nos ensinaram, passando de geração em geração.

O Sr. Luigi que é o nosso Mestre, sempre nos manda estudar, pesquisar, porque a Litáurica sempre se mantém atualizada, e sempre surgem coisas novas verdadeiras e reais para apreender. Diz o Sr. Pedro..... "Agradeço a Deus por ter permitido que já no final da minha vida encontrasse o verdadeiro Caminho. Obrigado.""

Este é um relato autêntico, arquivado, mas deste ponto passo a reconduzir a história. Não conhecia a parte do irmão de Pedro que lhe apareceu. O caso poderá chocar, mas para minha experiência é um fato comum, de muita gente que vem fazer estas fotos da aura. O problema é que muitas dessas pessoas não levam a sério aquilo que lhes explico, pois não conseguem acreditar que aquilo que praticam como se fossem religiões, simplesmente não existe, sempre foi pura superstição e condicionamento, cujos resultados lhes vêm a revelar-se somente quando morrem, quando passando a dimensão espiritual, descobrem que não foram a lugar algum. Não conhecia bem a razão da história, mas soube que em duas oportunidades, o Pedro tinha alugado um micro-ônibus e convidado um grupo de Litáuricos para ir com ele à sua cidade, que dista em torno de 300 km. de São José. Soube que foram lá em dois domingos, pouco distantes um do outro, saindo cedo e voltando tarde, pois passaram o dia conversando com esse pessoal um pouco espalhado, e soube que vários nem quiseram ouvir, mas Pedro fez aquilo que podia, pois custeou a viagem de todos. Lembro-me, inclusive, de quando o Pedro e a Célia fizeram a fotografia da aura, também não aceitaram o resultado, tinham dificuldade em acreditar, pois eu me dou perfeitamente conta disso. É normal que uma pessoa que passou a vida ouvindo todas as histórias que os avós, que os sacerdotes e pais lhe contaram, fique chocada quando lhe explico a teoria da foto. Muitos podem até achar que sou afetado de alguma forma de maluquice, e eles dois acho que pensaram assim também, mas havia um fato ao meu favor, que aquelas sensações que lhes interpretei eles as viviam. Achavam que era alguma forma de doença que não tinha nada a ver com aquilo que lhes dizia, mas já que não custava, já que era ao alcance do ônibus urbano ir até lá, e tinham tempo, por que não ir? Pois Célia tinha o hábito de ir um pouco em todos os lugares e Pedro também já tinha ido atrás do espiritismo há muito tempo, pois estas coisas no Brasil se encontram em cada esquina. O que não falta são médiuns, só que são outras conversas.

Disso, inclusive, se deram conta já no primeiro dia que vieram à Mesa da Litáurica, pois como é normal, ouviram um pouco de palestra e depois, como todos os que estavam lá naquele dia, tomaram os seus passes na entrada e foram-se sentar na sala junto aos outros. No decurso da sessão eu costumo ainda passar e aplicar um passe individual em cada um que está lá, pois o meu tratamento é um sistema desenvolvido. Sei que cada um que está lá tem uma situação irregular detectada na aura, porém alguns ainda duvidam. Mas como acontece a muitos, a Célia já incorporou na primeira sessão. Para mim que aplico é normal, mas ela e o Pedro nunca viram um fato igual, e já que a cada sessão que se passava, a Célia se sentia mais forte e bem melhor, continuaram vindo regularmente.

Célia foi fazer a foto porque também chorava muito de depressão, não tinha remédio que curasse, vivia fenômenos estranhos, mas encontrei a sua aura cheia de energia intrusa que a ligava às dimensões do Astral, que vibrava onde havia os que sofreram as suas injustiças das vidas precedentes. Aqueles que talvez tenham morrido por causa dela e não tinham esquecido nem perdoado, mas a procuravam e ainda aguardavam a oportunidade de vingar-se. Estas também são situações comuns de muitos que fazem estas fotografias, que são trazidos lá pelas suas problemáticas da vida, que as situações similares da vingança lhes comportam. Pois neste mundo há muitas pessoas que acham que morreu, morreu, e não há mais nada, ninguém que lhes vai pedir conta do mal que fizeram, e quando voltam a reencarnar, nem se dão conta disso, mas o Astral está cheio de espíritos a espreita, daqueles que já foram gente como eles, e foram por eles prejudicados, cuja raiva também os impediu de reencarnar. Os grandes comandantes, muitos grandes do passado, hoje são pequenas figuras internadas em alguns asilos e outros intoxicados por remédios. Angústias, ansiedades, depressões, pânico, e temos até distúrbios combinados, como "psicose- maníaco-depressiva", "distúrbio obsessivo-compulsivo", "fobia", "esquizofrenia", "epilepsia", são as definições usadas pela psiquiatria, mas é tudo a mesma coisa, simples mediunidade cármica, ou possessão. Difícil de tratar, pois há quem trabalhe neste mundo por atacado, matando e prejudicando até muita gente, sem pensar que tudo isso lhe será cobrado na lei de Talião ou, na mediunidade quando através dela possam dar continuidade aos que no passado prejudicaram, isso para não cair nas malhas do Juízo.

Sustentam eminentes filósofos e teólogos, que em todas as religiões é necessário que exista Deus, Ciência e Moral para serem úteis e terem validade, e que, de qualquer forma que seja chamado, Deus é sempre o mesmo. Reconhece-se que isto é importante, porém, nisso é também importante que a religião conduza a Deus? Ou, esta só tem que ser fim em si mesma? A religião é vista para preparar os jovens à vida e à cidadania, que é uma bobagem, pois uma religião que somente fale da existência de Deus para criar temores, e que sirva para ajudar os interesses de determinadas classes para governar o povo, e ensine as crianças para iniciá-las assim, não serve a um povo civilizado e evoluído, esta serve somente para condicionar os povos e para mantê-los subdesenvolvidos e explorados.

Encontrar um caminho que conduza a Deus ! Este é o verdadeiro valor de uma religião se esta o ensina. Porém não num contexto dogmático e irracional, pois hoje a humanidade não é mais aquela, dos tempos nos quais os conceitos podiam ser impostos e confusos. Hoje, o nível intelectual da humanidade também evoluiu, e cada vez menos aceita a palavra do prelado como se esta fosse a palavra de Deus. Pois hoje se sabe muito bem que não é. Este é o ponto básico, e o ensino da cidadania é um problema social que a sociedade deve providenciar na sua educação básica. Nisso exprime-se muito bem o Allan Kardec, afirmando: - "Em certas pessoas, a fé Cristã, espiritualista, parece de algum modo inata, uma centelha basta para desenvolvê-la, essa facilidade de assimilar as verdades espirituais, é sinal evidente de progresso anterior".

Ao mesmo tempo, em outras pessoas, ao contrário, as idéias evoluídas dificilmente penetram, sinal não menos evidente da natureza espiritual retardatária. As primeiras já creram e compreenderam, trazendo, ao renascer a intuição do que já souberam, estando também, já, com a educação feita. As segundas tudo têm para aprender, estando com a educação por fazer, porém, este é o ponto: "Elas entretanto se farão e, se não ficarem concluídas nesta, o serão na próxima ou nas próximas existências". Entretanto agora esta formulação deve mudar a sua conclusão, porque deve-se considerar que: "se não ficarem concluídas nesta, deverão apresentar sinais de que pelo menos estão tentando, no jeito certo", pois já vale o conceito das três gerações para resgatar-se. Em caso de dúvidas, o espírito será regredido, retirado e implantado na sua relativa posição na escala da Criação primordial.

Nisso, é preciso considerar que este mundo é o plano dos dois infernos, um material, que é a vida conhecida com todos os seus problemas e dificuldades derivadas das condições mutáveis da matéria, e o outro, o plano astral paralelo, composto de muitos planos vibratórios, onde os espíritos que erraram e não evoluíram aguardam uma solução: Ou - "Vagam, então, em torno dos monumentos e dos túmulos, junto aos quais já se tem visto tenebrosos fantasmas" – (Sócrates). Por isso, a tolerância não leva a nada, por ser, simplesmente, uma demonstração de imaturidade daquele que pratica e aceita estas doutrinas "adaptadas" pelos homens nas próprias medidas de interesses materiais. Claro, a fé não se impõe, porém, quem não a apresenta na sua forma certa, também não a tem e se torna cúmplice dos trapaceiros. A resistência do incrédulo, deve-se convir, muitas vezes provém menos dele do que da maneira pela qual se lhe apresentam as coisas. A fé necessita de uma base que a inteligência considere perfeita para poder crer e, para crer, é indispensável uma perfeita coerência e linearidade, em que o compromisso e a tolerância não entram no ensino, pois isso é simplesmente a demonstração da incerteza, o que não é fé.

Mas o relato deste episódio deve levar o leitor a pensar, pois muita gente confunde e é levada a confundir, pois indicam o espiritismo como uma realidade racionalizada, por fenômenos que, hoje, a ciência já consegue explicar, mas ainda na maioria das vezes, aceita só como fenômenos dos parapsicólogos. Porque na prática ainda há ignorância nas leis da natureza, e isso provoca a confusão do mediunismo com o espiritismo. Os materialistas não aceitam, e por não compreenderem a mediunidade, classificam-na como uma sugestão, neurose ou psicopatia. Mas não é, faz parte da natureza humana, e pelo fato de a ciência médica não pensar assim, é que os hospitais psiquiátricos estão com grande parte dos doentes do sistema nervoso simplesmente enclausurados, por serem perturbados por uma mediunidade cármica, doentes que sofrem uma possessão espiritual vingativa, muitas vezes recuperável, mas pela medicina espiritual, e que, tratados de outra forma, tornam-se sintomáticos das neuroses mediúnicas, esquizofrenia, epilepsia, etc. Os neurologistas precisam estudar melhor, pois o médium é muitas vezes um doente, em virtude de um fato entretanto natural, que é a existência do espírito perdido e ofendido, e da continuação da vida nas reencarnações e nos planos dimensionais espirituais, que vai além da morte biológica. Assim, já com a existência do primeiro espírito, existiu a sua vontade de se comunicar ou vingar. A moral de um indivíduo nada tem a ver com o seu grau de mediunidade atual, mas tem a ver com a futura, pois o futuro de cada um está no seu passado, do qual tem sentimento atual de culpa, consciente ou inconsciente, gerando um trauma energético na aura e, neste, insinua-se o espírito obsessor.

Nero, a este propósito, foi médium vidente e clarividente excepcional, mas um médium cármico, obcecado por forças tenebrosas, que o conduziram às piores crueldades, como perseguidor dos Cristãos, assassino do filho de Cláudio, de sua própria mãe Agripina, da sua esposa Otávia, da amante Pompéia, etc. Era vidente e clarividente, mas inspirado pelas trevas, pois passou a ver e a ouvir os espíritos de seus cobradores, que estavam na sua aura e isto o levou à loucura e, achando que nisso encontraria uma solução, ao suicídio. Isto demonstra a natureza humana que já era assim nos tempos dos antigos e dos pentecostais, e ainda, razão pela qual muitos dos considerados profetas e videntes bíblicos, já podiam ser portadores dos mesmos problemas.

O mesmo foi também o imperador romano Calígula, o perverso, e muitos outros da história, tiranos loucos e sanguinários, ao mesmo tempo que existiram muitos médiuns primorosos e religiosos. A mediunidade é simplesmente uma condição psicofísica, provocada por condições complexas, que permitem que um ou mais espíritos usem e abusem de um corpo físico de uma pessoa que, por alguma razão ou tipo de obrigação, lhes deve.

Espiritismo, entretanto, não é só isso, é filosofia e ciência, é acima de tudo pesquisa e serve em muitas das terapêuticas espirituais, pois o Brasil é um exemplo disso, pois há muitos médicos espirituais que operam no curanderismo, que hoje se mistura com a codificação do trabalho de um grupo de pesquisas chamado Allan Kardec, representado pelo seu codificador, Leon Hipollite Denizard Rivail, como um grande trabalho filosófico, que muitos acreditam, influenciado pelo Movimento espírita de 1848, das irmãs Kate e Margareth Fox, mas quantos o procuram para ajudar-se nos problemas que nem sabem que são cármicos e da aura.

Mas, é a reconfirmação da doutrina cristã, apesar das diferentes filosofias espirituais que atuam nos seus seguidores, onde ainda se discorda, com muitos que não entenderam direito o contexto que diz: "Espiritismo é generoso fermento vivo, que acelera o psiquismo humano e incita o homem a se libertar, quanto mais cedo possível, de sua animalidade. A mediunidade, como a queda d’água, pode nascer em qualquer parte. Não é patrimônio de um grupo exclusivo, nem privilégio de alguém. Desponta aqui e ali, adiante e acolá, guardando consigo revelações convincentes e possibilidades assombrosas. Contudo, para que se converta em manancial de auxílio perene, é imprescindível que a doutrina espírita lhe clareie as manifestações e lhe governe os impulsos. Só então se erige em fonte contínua de ensinamentos e socorro, consolação e bênção. Estudemo-la, pois, sob as diretrizes Kardequianas que nos traçam seguro caminho para o Cristo de Deus (mas aqui leia-se da cruz), através da revivescência do Evangelho simples e puro, a fim de que a mediunidade e médiuns se coloquem, realmente, a serviço da sublimação espiritual". (Emmanuel). Pois é clara a influência condicionante do sentimento da santidade católica que dirigiu a vida do médium, ainda inspirado pela Lei do Amor canônica, da cruz e da sombra, desqualificando muitas das suas obras, que podiam ter um resultado educativo bem melhor.

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