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Voltando à BíbliaSegundo o Evangelho de João (14:26) - Num dos seus sermões de despedida, Jesus disse: - "Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, Ele vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.... Pois Jesus nunca mencionou, durante a sua estadia na vida terrena, que ele traria o Juízo Final à humanidade. Pelo contrário. O Filho de Deus, fala do "Filho do Homem" que virá.... "Em Isaías 63.10 o Filho do Homem é chamado de Espírito Santo. Essa é a designação mais conhecida dos cristãos, que já há muito têm conhecimento da Trindade divina, ou Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo: Em Isaías 28.5-6, o Senhor dos Exércitos é chamado também de Espírito de Justiça. Em Isaías 59.19 o Filho do Homem é designado como Espírito do Senhor". (http://www.msantunes.com.br/juizo/default.htm) Diz também Roselis Von Saas no seu "O Livro do Juízo Final", que originalmente a revelação de João se iniciava assim: - "Estas São as revelações do Espírito Santo de Deus, que se denomina também o Filho do Homem, e que Ele mandou transmitir por intermédio de seus anjos ao seu servo João, em Patmos..... Foi João Batista que de lá transmitiu as revelações à Terra. Foi também João Batista que transmitiu as revelações às sete partes do universo: - Filadélfia, Tiátira, Sardes, Smirna, Laodicéa, Éfeso e Pérgamo (o negrito é nosso). Cada uma dessas partes do Universo se movimenta com seus bilhões de corpos celestes exatamente no ritmo universal prescrito, porém muito abaixo do paraíso. Se na Bíblia se escreve sobre as sete comunidades, é porque os tradutores relacionaram isso à Terra, com sua própria pequena capacidade de compreensão. O planeta Terra pertence ao sistema mundial Éfeso(negrito nosso). As revelações referentes ao Juízo Final foram transmitidas por João Batista diretamente à Terra. Até os dias atuais, ninguém pode dizer com exatidão quem foi o receptor, isto é, o vidente que captou na Terra as revelações de João. Supõe-se que João Evangelista, pouco antes de seu falecimento, tenha escrito as revelações. Variam, porém, as opiniões sobre isso. O fato é que as revelações chegaram à Terra aproximadamente duzentos anos após o nascimento de Cristo, quando foram recebidas por uma vidente. Em virtude de essa vidente não ter conhecimento da escrita, um adepto dos ensinamentos de Jesus anotou-as e passou-as adiante. O nome da vidente, por seu próprio desejo, nunca foi mencionado, porque ela, conforme se expressava, era apenas um instrumento na mão de João Batista. As revelações sobre o Juízo Final e seus efeitos foram dadas quando os superiores da Igreja e dirigentes das comunidades cristãs daquele tempo torciam e falsificavam os ensinamentos de Jesus, os quais poderiam ter modificado e melhorado os seres humanos. Tanto torceram e falsificaram, que nada mais restava da pura verdade original, embora em seus discursos eles aludissem sempre às palavras de Jesus e à necessidade de orientarem-se por elas. Ao mesmo tempo, porém, explicavam-nas de tal maneira, que lhes tiravam toda a severidade e clareza do amor divino. Assim, no decorrer do tempo, os ensinamentos de Cristo, provenientes da verdade, transformaram-se em produto de Lúcifer, que levava a falsos caminhos, e que os dirigentes e servos das igrejas acolhiam de bom grado, tornando a verdade cada vez mais incompreensível. Agora, qualquer um que deseje ver e ouvir, pode reconhecer que a própria Igreja e seus adeptos são, sob o ponto de vista da luz, os coveiros dos ensinamentos de Jesus. Se consciente ou inconscientemente, não faz diferença". (SASS, O Livro do Juízo Final, págs. 30 e 31). Mas nenhum pesquisador do passado teve a idéia de que os antigos povos que viviam no Brasil, antes da sua "descoberta", possuíam um saber espiritual mais elevado do que o deles. Pois todos os antigos povos do Brasil veneravam um Ser Superior: Deus. E além de Deus, eles veneravam também uma Mãe Primária e seus Filhos, Filho do Homem e o Filho de Deus. Os irmãos gêmeos e a Mãe Primária têm provocado muita polêmica entre os pesquisadores. A confusão é compreensível, pois onde encaixá-los? O texto correto, conhecido pelos guaranis, dizia o seguinte: "- "Quando Nyanderuvusu resolver a destruição da Terra, caberá a Nyanderykey retirar a cruz de madeira que a suporta. E a Terra desabará..." O texto correto, conhecido pelos guaranis, dizia o seguinte: "Quando Nyanderykey, o Salvador e Herói, vier como Juiz para as criaturas humanas, Ele ordenará aos seus servos que derrubem a cruz de madeira, queimando-ª Pois a cruz de madeira foi implantada na Terra por "Anyay" (Lúcifer) como sinal de seu domínio na Terra..."". (SASS, Revelações Inéditas da História do Brasil, pág. 26). Diz Abdruschin no livro "A Luz da Verdade" editado pela Ordem do Graal na Terra: - "Entender-me-eis melhor se eu vos mencionar um nome daí: Is-ma-el! Aqui ele vive, daqui parte a sua atuação. Is-ma-el, que outrora educou Abdruschin nesta Terra, que, por causa dele, encarnou-se na Terra, que depois também como João, o Batista, anunciou Jesus e que tinha de preparar todas as sete partes do Universo para a vinda de Parsival! Ele é o superior nesse degrau, rodeado de numerosos auxiliares, e ele recebeu as Mensagens da Luz para sua grande e extensa atuação, que sempre cumpriu fielmente. Ele deu aos seres humanos também a grande revelação dos acontecimentos atuais, que se tornou conhecida em geral como Apocalipse de João. Com essa grande atuação preparatória de todos os acontecimentos incisivos da Luz para as Criações, esse quinto degrau está cheio e transbordante de vida flamejante.-" (ABDRUSCHIN, Na Luz da Verdade, vol.III, págs.467-468). Entretanto, apesar de tê-lo bem anunciado, são muitos que se consideraram portadores do Juízo o que é uma inverdade, porque na "Segunda Revelação" da Litáurica, não há suposições e nos mostra claramente o conceito. Raphael, o Arcanjo, disse que: - "outras Entidades da mesma vibração, estavam nos outros mundos paralelos e civilizados, que de expiações e provas, eram, como a Terra, promovidos a planetas de regeneração, ou seja, não só a Terra foi agraciada, mas também outros planetas do Universo, e em todos foi proclamada a Litáurica como Religião Universal". A Litáurica já teve, comunicações espirituais telepáticas com moradores de alguns destes planetas, que confirmaram este fato. Proclamou ainda, que: - "a partir de três gerações não haveria mais entidades atrasadas que não contemplassem os princípios básicos, que estão contemplados na Litáurica, ou seja, neste tempo serão removidos do planeta Terra, e parte do mesmo sistema, todos aqueles que não contemplarem na sua vida os conceitos desta religião", etc. A primeira Revelação foi dada no Brasil, em 30 de junho de 1995 e deu partida à realização da Litáurica. A Segunda Revelação também aconteceu no Brasil, em 21/ 01/ 2000, anunciando que o Juízo real já não era mais uma ameaça, mas tinha sido decretado, já atuava por onde estava correndo a transmigração, e esta seleção das almas. O raio polar que designara outrora a França como Líder das Nações, na Era de Peixes, que já envolveu Atenas, Roma e depois Paris, já está posto sobre o Brasil. A partir destas considerações, por que não considerar também a mitologia deste País? Já que temos que começar de algum ponto, por que não considerar a época anterior a Moisés, mais ou menos 7000 anos atrás? Vamos ver então, onde podemos ler entre as linhas, e encontrar estas informações destes acontecimentos, pois Moisés já chamava o seu povo a libertar-se da escravidão dos egípcios, que tinham uma religião idólatra, com práticas do ocultismo, e a mágica dos seus sacerdotes, e teve muito trabalho para ensinar lá - a unicidade de Deus, pois Ele era o Filho de Deus encarnado. O mesmo que voltou novamente para ser Elias, e depois Jesus de Nazareth, para chamar o povo novamente a cultuar mais o Deus Todo Poderoso da Criação, e não o Templo ou a Sinagoga do sacerdote. Disse, depois como Jesus: "Amai a Deus e ao teu próximo como a ti mesmo", e ensinou a dar menos atenção ao ensino do sacerdote, e mais ao próprio espírito de Deus na Criação, mas novamente não O ouviram. Outros espíritos auxiliadores foram mandados depois em auxílio aos homens, sábios e videntes poderosos. Mas os homens sempre faziam barreira. Confiar-se ao simplismo era mais fácil e este mal os dominava. A sombra de Lúcifer conseguia ofuscar a vista de muitos deles. Os relatos sobre Moisés, (de Rochester) nos levam a conhecer que o Filho do Homem (Ismael), foi quem o assistiu, pois dele Moisés recebeu a missão da sua vida na Terra.. Mais tarde, novamente, quando voltou como Jesus, recebeu do mesmo irmão, que reencarnou como João, o Batista, o batismo, e foi elevado a Cristo. Após a morte terrena de Jesus, desceram aos homens mais esclarecimentos e advertências. Ele mesmo porém, já profetizava o fim, a parábola das núpcias é esta profecia: - "Havia um rei, nos tempos em que ainda havia, que tendo de fazer o casamento da filha, decidiu fazer um grande banquete e mandou convidar os seus cortesãos e os melhores súditos. Esses porém mandaram dizer que não tinham tempo, que já tinham outros compromissos e não podiam ir. O rei ficou irritado e mandou que fossem intimados a ir, e mandou mensageiros a fazê-lo. Os mensageiros foram ultrajados, feridos, e alguns até mortos. Evidentemente o rei se enfureceu e mandou os seus soldados para punir os que o tinham assim desrespeitado. Os soldados foram e mataram muitos, e o rei mandou chamar novamente aqueles que tinham sobrevivido, para vir prestigiar o seu banquete. Muitos foram, mas não estavam bem arrumados, não se prepararam para prestigiar o rei ou as núpcias da sua filha. Ofendido, mais uma vez, o rei mandou os soldados novamente para selecioná-los e os que não estavam bem para a festa deviam ser jogados nas masmorras. Pois disse: "que muitos eram os chamados e poucos os escolhidos". Até este ponto muitos terão reconhecido a parábola, e se considerarem o momento em que vivem, poderão ver a profecia realizada, pois vivemos o Tempo do Juízo, ou do fim, onde muitos são os chamados, porém poucos serão escolhidos. Pois o Filho de Deus, quando veio como Moisés, teve de atualizar-se e lutar contra o clero dos egípcios, o povo e o faraó. Comandou a volta do seu povo libertado da escravidão, mas que escravidão era esta a não ser espiritual, de falsas crenças religiosas, sendo que os egípcios não tinham escravos tal como os conhecemos hoje? Depois de quarenta anos, de "expurgação" no deserto, ainda o povo era idólatra, e cultuavam o culto pagão dos egípcios. Quando voltou como Jesus, lutou novamente contra o clero hebraico, que ao final, foi quem o levou ao seu Julgamento, mas já para ser crucificado. E cada vez, que depois alguém era perseguido pela igreja, era Jesus que morria um pouco, e de novo e de novo, quantas vezes? Pois não diziam que era a mando dele? Depois da morte do Cristo, desceram para os seres humanos ainda outras advertências e todas elas profetizavam um terrível fim no Juízo, se as pessoas não se modificassem. Os contextos do renascimento, da reencarnação e evolução do espírito, do Carma, continuavam a ser excluídos da doutrina de Jesus. A sombra de Lúcifer continuava a operar e conseguiu obscurecer a visão até dos reformadores mais esclarecidos, como Huss, Calvino, enfim do próprio Lutero. Nem o castigo da peste Negra na Europa serviu para conscientizar as pessoas, que morriam dizimadas, mas continuavam na prática da falsidade nos seus cultos apócrifos, com a falsidade tanto na doutrina como nas suas práticas religiosas. Outros espíritos foram chamados, Nostradamus, Malaquias, foram videntes que passaram visões proféticas ao mundo. A Princesa Leopoldina, esposa de Dom Pedro também se encaixa nesta história, pois Dom Pedro sabia que tinha uma missão a cumprir, porém não a compreendia. Mas nasceu para isso e conseguiu captar na hora certa o querer dos guias espirituais, em sete de Setembro de 1822, quando foi o ponto culminante da sua vida porque, ao mesmo tempo, começou o seu declínio, pois a partir desse dia passou a ser orientado tão somente por espíritos dos submundos. Era um fracalhão confuso, que amava muito mais a si mesmo, e não ao verdadeiro Deus, pois nem O conhecia, mas com ajuda da princesa imperial Maria Leopoldina e José Bonifácio de Andrada e Silva, conseguiu dar o grito do Ipiranga na declaração da independência do Brasil. É Roselis Von Sass que nos conta esta história brasileira e a Litáurica que estava procurando os porquês de ter que nascer aqui, encontrou nesta as respostas ligadas à antiga cultura deste país pesquisada outrora por esta autora. Fiquei atento ao conhecer que o espírito deste imperador devia voltar agora para ser um dos meus discípulos, considerei assim 24 dos mais promissores e entre eles identifiquei um que estava à procura de um rumo quando encontrou a Litáurica, pois tinha problemas que não sabia identificar bem e hoje só vê que acumulou muitas dívidas cármicas. Podia ser de quando foi antes o imperador dos Astecas, Montezuma, depois e como diz, Czar da Rússia, enfim Dom Pedro I. Mas agora, no ano 2000, é um rapaz de pouco mais de 23 anos, humilde e super-carregado de cobranças espirituais cármicas, da linha mediúnica da aura. Está se tratando, levando adiante o tratamento, extravasa de forma mediúnica, em uma ou duas sessões da Litáurica em que participa por semana, uma a uma das suas antigas vítimas. Não sabia bem de onde lhe vinha a cobrança, podem ser as conseqüências disso que o deixam extremado. Quando lhe vêm à tona as entidades, para serem transpostas dos planos onde se encontram até os níveis do tratamento litáurico, parece que vêm com as entranhas na mão, ainda por causa dos sacrifícios humanos astecas talvez? Pois se manifestam de forma estranha e parece que uns passam e os outros o picam ao mesmo tempo, parecem querer que morra como eles morreram. Muitas vezes eu e mais dois jovens ajudantes não conseguimos segurá-lo. O seu tratamento vem sempre sendo deixado por último, porque parece uma sessão de tortura, com dores físicas e altos gritos descontrolados. Muitas vezes me perguntava, se não tivesse encontrado a Litáurica, em que manicômio estaria internado? Entretanto, depois vim a conhecer que o seu tratamento, como muitos que já realizei, já estava marcado. Pois "O sinal do Filho do Homem aparecerá sobre a casa de Daví", não é dito também? Pois é, também esta história parece que está se desenvolvendo lá, e ele hoje seria um brasileiro e não aquele estrangeiro que um tempo atrás disse de ser a reencarnação desse rei, como foi noticiado pela revista Veja um tempo atrás. Esse inclusive está-se demostrando um pouco alterado, pois o Davi, Filho de Isai, eleito por Deus, ungido por Samuel, escudeiro de Saul, herói, amigo de Jônatas filho do sacerdote Abiatar...., além de adúltero e homicida, ao fingir-se louco, alterou também a história da sua descendência, mas quantas outras histórias teríamos mais..... Dona Leopoldina teve de lutar contra as forças das trevas no seu tempo. Eu faço hoje também a mesma coisa, cada um com a sua missão. "Um mês depois Leopoldina dava à luz outra criança. Era menino e recebeu na pia batismal o nome de João Carlos. Pouco tempo depois, um novo atentado foi executado contra ela e contra o recém-nascido. Isso aconteceu durante a noite, quando despertada por um ruído estranho, ao abrir os olhos, deparou ali, em pleno quarto, com um negro medonho, de orelhas grandes. Percebeu que estava se orientando a quem primeiro atacar, se ela, se à criança. De repente, sob a luz fraca da lamparina, viu que o preto segurava um punhal, um punhal comprido que erguia, à medida que se aproximava do leito do menino. Ao ver que o filho corria risco de morte, Leopoldina recuperou a voz e gritou desesperadamente. Aos seus gritos, Cuca, robusto cão dinamarquês, desandou a latir furiosamente e veio desabaladamente para o palácio. Mal havia o oficial encarregado da guarda aberto a porta do aposento de Dona Leopoldina, já o cão se precipitara quarto adentro e no mesmo instante o negro jazia por terra. Decorrido um mês, estando Leopoldina de novo restabelecida da febre que a assltara em conseqüência daquela noite de horror, ficou sabendo que o negro, na mesma manhã, depois do atentado, fora enforcado. Como mandatária do crime foi apontada uma dama da corte de Carlota Joaquina. A referida dama era tida na conta de amante de José Presas... Por duas vezes tinham tentado assassiná-la, haveria acaso alguma justificativa a mais para que continuasse lutando? Percebia que, aos poucos, ia se desprendendo do corpo terreno e deslocando-se lentamente para algum lugar. Não sentia mais dores, nem sofrimentos. Nem sabia mais quanto tempo estava flutuando dessa maneira, quando o esquisito som de um sino obrigou-a a voltar. Este sino! Já uma vez, há quanto tempo, não tinha ela ouvido esse som? Leopoldina lutava contra esse som despertador. Não desejava ser de novo chamada para a vida... Quando, ainda meio insegura, assim pensava, soou um bramido troante em seus ouvidos, e ela viu como uma multidão de pessoas, gritando e vociferando, se arrastava através de uma planície desolada e poeirenta. Algumas dessas pessoas empunhavam grandes torrões e paus, prestes a atirar e a ferir. Era horrível o aspecto dessa multidão enfurecida. Leopoldina queria fechar os olhos. Esse quadro de degradação humana era horroroso".(SASS, Revelações Inéditas da História do Brasil, págs. 111-112). Era uma visão do Astral, nascida do passado desta terra. Antes da chegada dos europeus, os índios faziam eventuais escaramuças entre eles, mas depois veio a ser uma questão de pura sobrevivência. As lutas se agravavam, pois havia superioridade numérica e uso das armas da fogo, e os índios passaram também ao uso mortal das lanchas e flechas. Os índios, inclusive, tentaram fazer alianças com os franceses e holandeses contra os portugueses e chegaram até a agrupar as tribos, a lutar como um exército indígena, mas caíram nos enganos dos invasores que sempre prometiam e nunca cumpriam, pois o seu objetivo comum visava sempre a simples exterminação. A busca pelo ouro e a acumulação de riquezas levara os europeus a embrenhar-se nas matas do sertão, espalhando vilas ao longo das trilhas que abriam, onde se estruturavam principalmente para aprisionar índios e vendê-los como escravos. Para isso não tinham escrúpulos; velhos, doentes e fracos eram simplesmente eliminados. As mulheres em condição de procriar eram aproveitadas. Mais tarde, as expedições visavam riquezas minerais, ouro e pedras preciosas, mas caçar índios fazia parte da rotina dos primeiros habitantes do Brasil, e a conseqüência daquela violência toda ficou no Astral. Esta força espiritual queria justiça e era aquela que Dona Leopoldina não queria ver, pois toda aquela degradação humana era simplesmente horrorosa. "Repentinamente, porém, desfez-se essa multidão vociferante e um silêncio envolveu tudo. Um vulto luminoso esboçou-se, vulto que parecia ser a figura de um homem com a cabeça coroada de espinhos. Curvado, esse homem se arrastava ao peso de uma cruz. Era Jesus: Leopoldina assustou-se, ao passo que um véu nebuloso envolvia o tétrico quadro. Somente se ouvia uma voz que parecia vir de longe: "Os servos de Lúcifer, com o assassínio do Filho de Deus, deram começo à sua luta final contra a Luz! Essa luta só terá fim quando a espada de Deus, o Juiz e Salvador, vier ao mundo como ser humano! Lúcifer, em sua desmedida presunção, exigiu para si a posse da Terra inteira. Pelo assasínio do Filho de Deus, pretendeu provar que seu é o poder sobre a Terra e que a sua exigência tinha razão de ser. Contrários aos planos de Lúcifer e de seus servidores são, porém, todos os seres humanos que se acham ligados à força da Luz e que colaboram para a sua ancoragem na Terra. Portanto, continua e não percas o ânimo. Breve o Salvador virá!"" (SASS, Revelações Inéditas da História do Brasil, págs. 112-113). A visão lhe mostrava também a massa dos derrelitos e desválidos gerados pelas injustiças do mundo, onde para reformular esta justiça que não se vê, que é comprometida só com o poder dos ricos e da igreja. Porque está ofuscada pela "luz da sombra" e oprimindo a grande maioria, é que vieram a ser chamados. A reformulação dessa Justiça que toma o partido dos dominadores, que, sem levar em conta as conseqüências do que é injusto, garante a proliferação da massa dos oprimidos, revezando-se na grande maioria dos pobres, doentes e descartados, misturados aos pretos, amarelos e todos os discriminados do mundo. Essas visões e palavras foram como um bálsamo sobre as suas feridas. Lágrimas ardentes corriam pelas faces de Leopoldina. Havia-se demonstrado desanimada e vacilante, no entanto outrora, bem como Dom Pedro, pronunciara com grandes palavras um juramento.....Depois disso desaparecera-lhe por completo toda a insegurança. |
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