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Voltando para a Itália

Tinham-se passado dez anos do meu desembarque no Brasil e dez anos foram necessários, com bastante dinheiro gasto em vários despachantes, para conseguir a permanência e os documentos de identidade que me permitiam sair e voltar ao Brasil. O empregador não mantivera o seu compromisso nesse sentido, querendo segurar-me no emprego assim. Mas saí e não foi fácil, comi o pão do alienígena, mas, finalmente, quando foram conseguidos os documentos, - quinze dias foram suficientes para organizar-me para o primeiro passo. Fazer uma viagem de exploração na Itália, eu e minha esposa, também para provar que a minha idéia podia estar certa.

Mais ou menos um ano antes, tinha convidado meu irmão e minha cunhada para virem ao Brasil, pois já que não podia ir para lá, juntamente com meus filhos, mandamos as passagens e eles vieram passar uma temporada na minha casa, quase dois meses. Desta forma, certamente não teriam se incomodado agora em nos hospedar até nos encaixarmos novamente no ambiente. Assim ficamos sem problemas, pois também meu irmão, na Itália, tem casa própria e tendo casado os filhos, tinha-lhe sobrado bastante espaço e não incomodaríamos. Até queriam que continuássemos ficando lá, mas depois de pouco tempo, decidimos adquirir um pequeno apartamento mobiliado na cidade de Turim e teríamos lá nossa segunda residência. Tínhamos uma residência no Brasil e, oficialmente, uma na Itália, quando começamos a ficar um pouco lá e um pouco no Brasil. Intercalando alguns negócios com as pedras, abrimos um pequeno escritório onde tínhamos uma exposição de pedras e vendíamos ou trocávamos com mercadorias que seriam depois trazidas e vendidas no Brasil.

Naquele tempo, já de início, na Itália havia o modismo da pranoterapia. Havia um movimento em torno das terapias holísticas e alternativas, e eu me sentia influenciado por isso, como se pressentisse alguma energia terapêutica nas pedras e cristais que comercializava e comecei a fazer pesquisas na área. Procurei livros sobre a matéria, mas não consegui esclarecimentos. Referências em relação a Plínio, o Velho, um pesquisador da Roma Antiga, indicavam-me que havia muita coisa a descobrir, mas havia coisas que não compreendia bem. Apesar de já ter feito experiências que demonstraram acertos em seus resultados, havia coisas que não entendia. Funcionava como terapia, mas ainda não sabia bem como. Entretanto já havia experimentado alguns casos, tomando anotações para estudar com calma no Brasil. E estava tranqüilamente na minha casa, no Brasil, procurando colocar em ordem estas anotações, quando chegou um carro no quintal da minha chácara de onde desceram duas pessoas. Um rapaz motorista e dono do carro, e um homem de quase cinqüenta anos que eu nunca tinha visto. Este homem me disse que tinha sido intuído para vir procurar o Sr. Luigi e colocar-se à sua disposição como médium, já que havia Espíritos que queriam comunicar-se comigo. Esta pessoa foi conduzida lá, porém morava numa localidade mais ou menos próxima a uma represa, distante alguns quilômetros da chácara onde me encontrava. O fato me parecia mais ou menos estranho. Mas havia um precedente, pois minha mulher já na Itália, quando jovem, tinha se acostumado a práticas mediúnicas com uma sua prima médium que recebia um espírito que se qualificava como Soberano. Depois, vindo ao Brasil, tinha conhecido uma senhora médium e de vez em quando ia procurá-la. E já me dissera que haviam mandado um recado para mim: - havia Espíritos que queriam comunicar-se comigo.

É preciso, porém, considerar que eu já tinha, na época, cinqüenta e dois anos, já tinha andado muito e lido bastante a respeito do Espiritismo. Sabia, entretanto, que a ciência não reconhecia e a Igreja condenava; eu era católico, era mais ou menos observador e temente religioso, e a tradição da minha família era católica. Sentia uma certa dificuldade em assimilar a idéia, mas afinal não era mais uma criança, podia pesquisar um pouco o médium e depois decidir. Assim fui fazer, porém logo reparei que este já estava me falando como que influenciado por forças alheias à sua vontade. Chamei minha mulher mais prática dessas coisas, e permiti que abrisse sua sessão, sentado à mesa de minha sala. Abriu o trabalho com a leitura de um Evangelho que não conhecia, mas não vi nada de errado. Quando foi manifestar-se passou a falar com sotaque espanhol, dizendo ser o Espírito de um espanhol. Disse que estava representando uma Espiritualidade que achava que tinha vindo o momento de me chamar para começar a desenvolver o trabalho que há longo tempo tinha sido preparado para fazer, pois disseram que tinha voltado a nascer para isso.

Fiquei surpreendido com isso porque, segundo a minha cultura, deveria ter vindo um Santo para falar comigo, não um espírito de uma pessoa comum, como naquele caso de um piloto que tinha falecido no acidente do seu avião na guerra espanhola, pois gente que morre, ou vai para o inferno, para o paraíso, ou para o purgatório, me dizia a minha religião, então como isso podia acontecer? Pois fiquei curioso, talvez tenha sido este o motivo que me levou a indagar melhor. A sessão deste médium se prolongou por alguns dias. Ficou hospedado na minha casa, e neste período, venceram as minhas reservas quando me falaram de coisas da minha infância, que ninguém conhecia. Do estado de ânimo íntimo do colégio e das minhas atribulações daquele tempo e afinal vieram para ajudar-me a aprimorar os meus conhecimentos sobre a terapia dos cristais. E vieram outros espíritos depois e assim fiquei sabendo ter sido a reencarnação de um monge da Alta Cúpula dos Hindus da Índia, que tinha escrito os cento e vinte manuscritos de onde tinham sido escritos os Vedas, os quatro livros sagrados dos hindus. Disseram-me que estes manuscritos, ainda estariam guardados em algum mosteiro indiano e a característica, que viria eventualmente ser mais uma prova para mim, é que eram escritos com a minha atual caligrafia e isto eu não podia verificar, mas este monge deu origem, também, à lenda das pedras curadoras da Antiga Índia, pois ele curava com as pedras de cristal, que se tornavam terapêuticas, depois de passar pelas suas mãos, e este fato podia conferir, pois a seu dizer mantinha ainda esta característica.

E sobre as pedras disseram-me ainda:

- A pedra é o foco do objetivo dos seres humanos que atravessam sérios problemas no mundo, em que o importante é a cura ou a solução do "problema existente".

- Na Índia: os hindus, quando tinham problemas físicos ou mentais, iam ao encontro das pedras, e estas realizavam grandes benefícios no campo da saúde.

- Na França: os Rosacruzes, nos seus cultos, faziam uso da metafísica e de incensos coloridos. Mais tarde, substituíram os incensos por pedras, nas respectivas cores.

- Para aquele que Me vê através da Minha energia, na pedra, Eu nunca Me perderei e ele nunca irá perder-se para Mim. (Vedas)

- A pedra Della.... (ver, Oração Della)

Eu não conhecia nada disso, mas em seguida soube que há no mundo muitas pessoas que até hoje, vão à Índia, à procura das pedras para curar seus males. Havia muita coisa que eu devia aprender, mas devia começar a trabalhar nisso. Exigiam que eu cumprisse uma tarefa na Itália - "corrigir o abuso que, na Itália, o homem tinha cometido sobre a religião e, esta correção, deveria depois difundir-se pelo mundo afora". Queria dizer que daí deveria nascer uma religião também. Uma tarefa que cabia a mim, em função do meu passado, que me dava essa responsabilidade. E que podia contar com este médium para as minhas eventuais futuras necessidades de me comunicar verbalmente com esta Espiritualidade. Corrigir o abuso que o homem tinha realizado sobre a religião, na Itália, mas que abuso era este? Não tinha idéias precisas a propósito, mas indo para lá, depois de poucos dias, já que tinham terminado minhas férias, comecei a pesquisar o assunto. Depois de quase três anos, em 1989, deram por encerrada e cumprida lá, a parte que me tocava pois deveria voltar ao Brasil, começando a escrever sobre este trabalho e fiz isso, escrevendo parte dos "PONTEIROS DIRECIONADOS AO CÉU" das Legiões Litáuricas.

Tinha acabado de pagar o apartamento. Os filhos tinham se acertado em suas situações e se tornaram independentes e o meu negócio de pedras ia bem. Tinha dois bons carros, um para mim e outro para minha mulher, mas principalmente para atender as necessidades dos filhos, para fazer seus negócios de importações e exportações. A pedra era o elemento mágico que sustentava o meu trabalho lá. Transformava-se em dinheiro líquido quando havia necessidade e sustentava o encanto do trabalho espiritual, pois, na minha mão, curava; e não foram poucos os casos em que se demonstrara que nisso havia um mito maior, sustentando o contexto sobrenatural que evidenciara.

Disseram-me os Espíritos, através do médium, que cada pedra que passava nas minhas mãos carregava uma partícula de energia que se fosse estudada, seriam descobertas novas formas de curas, e que podia "carregá-las" só com a imposição das mãos, em quantidades, sem necessitar tocá-las com as mãos. Entretanto, na Itália, ninguém aceitaria este conceito e por isso fui pesquisar a razão técnica e esotérica, aceitável, combinada a uma chave cromática da aura, aprendida 30 anos antes, na Itália, e deu certo. Vendia a pedra desmontada nos termos e preços comerciais do mercado - a gema semipreciosa podia ser depois montada fazendo a jóia desejada, mas antes a pessoa podia tratar-se com seu efeito cromático. A idéia da jóia diferente era simpática e muitos começaram a experimentar suas características benéficas, tratando dores de colunas, problemas de estômago, circulação, etc. E uma cliente satisfeita pediu-me uma pedra para ajudar a mãe, de 78 anos, há três anos imobilizada em cadeira de rodas....Ainda não tinha enfrentado problemas assim, mas, depois de poucos dias, a mãe saía da cadeira de rodas andando, falando... Várias situações parecidas aconteceram depois com a terapêutica da gema, que passei a definir como Litoterapia e até um agradecimento público foi publicado, como reconhecimento, num jornal de grande circulação do Sul da Itália por conta de um caso destes que lá aconteceu.

As minhas pesquisas, referentes à "correção do abuso espiritual", se evidenciavam de início com o fator reencarnação, que se comprovara em muitos livros, através do Evangelho Selon do Kardecismo, além do Espiritismo, que não perdia a oportunidade de aprimorar nas temporadas que passava no Brasil, onde gravava fitas que estudava depois. A reencarnação tinha sido a crença básica do judaísmo e Jesus era judeu, como é que o Catolicismo, que se dizia continuador, considerava heresia a reencarnação? E a Bíblia que não a contemplava? Havia coisas a discutir e tudo isso fez levantar a questão e fazer participações num programa de rádio bastante ouvido. Em 1989 voltei ao Brasil e sempre garimpando informações, fui realizando a minha tarefa. Hoje já é mais fácil, pois a reencarnação é provada nas regressões a vidas passadas, realizadas como terapia em muitos lugares. O abuso cometido é evidenciado em livros de grande difusão, traduzidos em vários idiomas, dizendo o que pode ser conferido também em bibliotecas e pesquisado na Internet. As antigas referências à reencarnação no Novo Testamento foram apagadas já no século IV, quando o Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano. Ioghi Ramacharaka autor do livro "O Cristianismo Místico", editado em Milão, em 1946, declara que, na oportunidade deste concílio, foi queimado todo o arquivo dos registros do primitivo Cristianismo, e por conseqüência, um tal de Lucas, escritor grego, foi encarregado de reescrever os Evangelhos, inclusive o Livro dos Apóstolos.

Uma pesquisa realizada nos EUA pelo padre católico R. Brown, que foi também divulgada pela revista brasileira "Veja" em 12/04/95, diz que os evangelhos se evidenciam, como escritos pela mesma mão, e são desatualizados nos costumes da época em que os fatos são contados. E ainda, no livro medianímico, publicado na França em 1835, pela primeira vez, considerado a "Terceira Revelação", que instaurou o Espiritismo Cristão, em que Jesus declara-se espiritista já na sua época. Este livro, no Brasil, tem por título "A VIDA DE JESUS DITADA POR ELE MESMO", e, na sua primeira edição, foi queimado pela intolerância da Igreja. Jesus também denuncia lá estes abusos cometidos pela Igreja, e outros tais como a Missa, a Eucaristia, a Anunciação, a Ressurreição e ainda que a Trindade é uma cópia dos Vedas, e que Ele nunca quis passar por um Deus.

Em certo momento, aquele médium foi destacado para viver comigo, pois, voltando ao Brasil, certo momento, encontrei-o sem abrigo e não vi outra solução senão levá-lo comigo. Estava lá no último mês que fiquei na Itália, pois recebemos notícias do Brasil, dizendo-nos que meu filho Mário estava hospitalizado com pneumonia e não respondia ao tratamento, e sua filhinha, minha netinha caçula, também tinha sido internada e os médicos não sabiam o que tinha. Decidimos voltar com urgência, mas não havia lugar para viajar. Os primeiros lugares eram para o sábado e nós estávamos ainda na quarta feira. Fizemos tudo o que sabíamos, mas em três dias aconteceram as coisas fundamentais: apareceu a oportunidade de vender a firma e todo o estoque de pedras, e, no sábado, já tinha passado tudo, assinado o contrato e recebido o dinheiro. Antes de ir para o aeroporto, no decurso do almoço, apareceu, no braço do médium, uma mancha vermelha em cima da veia, ao lado uma letra "M" em vermelho: soube do médium que era o soro fluídico que estava sendo aplicado no meu filho Mário, no Brasil. Embarcamos no sábado, e no domingo chegamos ao Brasil. Todos os doentes já estavam em casa, perfeitamente bem e recuperados. Fiquei curioso e perguntei através de uma sessão de espiritismo. Por que tudo isso? Porque havia uns fanáticos que decidiram atentar contra a sua vida e, já que não conseguimos salvar o Kennedy, decidimos não dar moleza para salvar você. Pois lá eu estava me acostumando ao sucesso e à boa vida e não tinha pressa em regressar.

Fechei assim o meu período na Itália; muitos créditos da firma se volatilizaram devido à saída não programada, mas o dinheiro não saiu do mundo; quando nós sairmos daqui, o dinheiro e o resto do mundo ficam, logo, temos que considerar que usando aquilo que nos serviu, serviu, o resto é do mundo. Até um padre católico escritor, foi se aproveitar, estava em dificuldades e comprou várias pedras para comercializar com vultosos cheques pré-datados que depois se verificou que eram sem fundos. Não recebi, mas em termos virtuais não me fez falta, então recebi, talvez paguei uma antiga conta, quem sabe?, pois acima de nós há uma Espiritualidade que cuida dos nossos interesses, sabe o que faz e do que precisamos, daí tudo bem. E ainda havia coisas que talvez tivesse esquecido de computar, um relógio Tissot ultra-fino com caixa e pulseira de ouro, um anel de ouro com pedra, 500 dólares na carteira, uma máquina eletrônica de escrever, um aparelho de som 3 em 1 Grunding importado, que tinha comigo, quando pouco depois de ter chegado, fui assaltado às duas horas da tarde, bem na porta de minha casa, numa saleta tranqüila, onde todas as tardes ia escrever o meu livro de considerações que seria a primeira parte das LEGIÕES LITÁURICAS.

Como é feio o comportamento do ser humano a denegrir-se ao ponto de ameaçar a vida de uma outra pessoa só para roubá-la. Este era o meu pensamento quando estava sendo ameaçado por duas pessoas, uma segurando um revólver encostado na minha cabeça e o outro, pressionando uma faca afiada nas minhas costas. E mil considerações que não vêm ao caso pôr aqui, mas considerei isso como algum tipo de acerto de contas não conhecidas, ou mais um tributo da terra, um imposto de permanência, pois na primeira vez em que vim, paguei bastante dinheiro em despachantes e três anos e meio de trabalho, construindo uma fábrica que chegou a dar trabalho a 1.000 pessoas, e agora, se o pedágio era este, não achei tão caro, pois com o relógio e tudo estava por volta de 20.000 dólares, muito mais fácil, rápido e barato. Mas haveria do que dizer sobre a matéria, pois no mundo, um relógio destes no braço, ajuda a fazer negócios e aqui, chama o assalto. Mas esta diferença é a razão da pobreza do assaltante, pois a farinha do Diabo nunca fez pão....e afinal faz parte da matéria básica deste livro também.

Ao voltar, estava absorvido pelo compromisso espiritual que tinha a cumprir aqui. Os meus recursos, aplicados e administrados pelos filhos, permitiam considerar um valor mensal como aposentadoria. Para ocupar o meu tempo e aumentar o meu conhecimento, comecei a fazer as sessões de espiritismo na minha casa, mas logo depois o médium foi embora. Porém, apareceu uma outra senhora, moradora de São José, que demonstrou ser também uma boa médium, de forma que pude continuar a estudar a matéria. Aproveitei um local que tinha e passei a praticar sessões nas terças, quartas-feiras e aos sábados - à tarde. Começou a aparecer gente, e novas Entidades Espirituais iam se juntando aos trabalhos; eu sempre observando, considerando, estudando, orientando os Espíritos que ali eram conduzidos para serem ajudados. Aos poucos ia me aprimorando e a Litáurica nascia, e já que nas redondezas havia um hospital psiquiátrico onde se praticava o Espiritismo como terapia, fiquei interessado, e consegui entrar e fazer parte do grupo de voluntários que aos sábados de manhã, iam trabalhar lá. Continuei fazendo experiências, observava, considerava, estudava, sempre escrevendo e aumentando folhas no meu livro. Os médiuns que lá trabalhavam me inspiravam, vendo seus comportamentos sempre iguais, repetindo chavões, evidentemente produzidos pelos seus próprios obsessores, que os dominavam, as suas situações emocionais, os problemas que viviam, eram fatos que me demonstravam que os seus problemas eram mais ou menos iguais aos dos internados. A diferença que evidenciavam era que os obsessores faziam falange para agregar outras Entidades, igual ao médium, que sempre tentava induzir outros a desenvolver esta mediunidade, como se o fato viesse constituir um fator de beatificação. E já que o ambiente era para doentes da psique, o fato não devia me surpreender, mas quanta mistificação havia lá dentro. Quanta exibição. Quanto fanatismo.

As sessões se realizavam num dormitório de oito lugares precedentemente limpado. Retiravam as camas, pondo umas 14 cadeiras em círculo e duas no centro ou na lateral. O grupo se compunha da metade médiuns que se dispunham a "trabalhar mediunicamente", e os demais, eram os doutrinadores combinados, entre os quais, eu. Depois das orações de praxe lia-se a lista dos internados e os médiuns começavam a entrar em agitação. Aparentavam estar em transe, manifestando-se como espíritos que perseguiam os internados e lhes tiravam a razão, daí a nossa ação do deixa disso. Às vezes a discussão durava uma hora. Então o espírito se retirava dizendo que ia pensar. Se lhe propunha parar com a perseguição e em troca seria favorecido, pois iria para um hospital do espaço, para ser lá, preparado para reencarnar. Esta era em síntese a praxe que existia lá e ao final do tempo, o dirigente dizia para todos nos concentrarmos, imaginando juntar o grupo dos espíritos que deveriam ser transferidos, para deixá-los na recepção de um Hospital espiritual, que deveria ser localizado logo acima do Hospital onde estávamos.

Esta história não me convencia muito, mas era como lá faziam e eu era novo por lá. No início, fiquei assistindo sentado numa cadeira lateral, pois devia harmonizar-me ao grupo, diziam. Depois de um mês comecei a trabalhar com um ou outro parceiro entre os médiuns. Fazia como lá faziam e à tarde, no Sábado, fazia o meu trabalho de Mesa e as primeiras manifestações da médium eram dos espíritos que tinham prometido ajuda lá, de manhã, pois diziam que não tinham encontrado ajuda e vinham atrás de mim, e no meu trabalho lá os encaminhava. Depois de pouco tempo disse na Mesa, eu não vou mais lá. Ao que, a Entidade da Mesa me diz que devia ir. "Então me dê proteção", disse. Disse que antes de ir para lá, devia abrir uma sessão na minha Mesa e pedir que alguns Mentores de lá me acompanhassem para ajudar os espíritos que me propunha a socorrer. Aí é que, já quase de início, fazia grupo com estes Mentores e não tive mais problemas destes. Falava ao espírito: "vai com aquele Mentor que está atrás de mim e ele vai te ajudar", e só. Os outros continuavam a mesma história, mas reparava que viviam estressados e cheios de problemas. Comecei daí a observar o comportamento dos médiuns que me pareciam ser problemáticos. Parecia-me que estas pessoas iam lá para tratar de seus problemas que, se não fizessem assim, eles seriam internados lá. Um deles em particular, chorava sempre em todas as sessões. Já tinha por volta dos cinqüenta anos e contava que a sua companheira era doente de câncer terminal. Este sujeito não dormia de noite e contava lá, que sonhava ou via, em sua volta, peças humanas voando e tentando prendê-lo. Parecia que era a reencarnação de um carrasco árabe do passado. Trabalhei algumas vezes com ele, mas não gostava, pois parecia-me sempre que era de problemas dele que se tratava e não dos internados de lá. A certo ponto considerei a situação ao fato da sua companheira doente e pedi na minha Mesa se não podia ser ajudado. Disseram-me que ele não teria aceitado a nossa ajuda e mais, que o problema da sua companheira era dele, e ela teria morrido para ele sofrer. Não aceitei isso e disse: se ele vier aqui, vai ser ajudado? Disseram-me que se ele viesse a sua companheira teria sido ajudada, mas ele não viria. E não veio nem para me desafiar e sua companheira morreu pouco tempo depois.

Sirva este caso de exemplo, mas lá dentro estava cheio de exemplos. Evidentemente hoje poderia escrever muitos mais fatos que lá testemunhei, mas não são problemas de lá exclusivos, pois é o próprio sistema que os comporta e lá não é diferente. Mas menos de um ano depois, através de uma pessoa, fiquei sabendo que no Shopping da cidade havia alguém que fazia fotografia da aura. Fui lá e vi a facilidade com que estas fotos eram feitas e a simplicidade da máquina. Fiquei curioso e queria perguntar lá na Mesa Espírita a alguma Entidade, mas não houve possibilidade naquele dia, pois havia muita gente, mas enfim, num trabalho menor, veio uma Entidade que me falou: - Então vai comprar a máquina? Fiquei maravilhado e perguntei: Por quê? e me respondeu: Por que acha que nos demos ao trabalho de trazer a máquina para cá? Fui então procurar saber onde encontrava a máquina, quanto custava e onde podia eventualmente começar a trabalhar com ela. Mas havia um problema, não teria como continuar com o Espiritismo. Quando fui perguntar na Mesa, a voz me falou: - "Pare com o Espiritismo, passe a estudar e pesquisar estas fotografias e mais tarde voltará a fazer Espiritismo".

Assim fui adquirir uma máquina, montei um balcão para mim no Shopping de um Supermercado, e comecei a fazer fotografias da aura como um efeito curioso, a partir da fotografia da ponta de um dedo da mão nesta máquina. Cobrava uma miséria, só para poder estudar isso, comprei livros, e um curso de interpretação do fabricante da máquina e não descobria nada que se ligasse às minhas pesquisas, ou ao Espiritismo ou às doenças mentais. E voltei assim a ter um ponto de contato com o público, também pela Litoterapia, mas as condições daqui se mostraram logo totalmente diferentes. O lucro na comercialização da pedra é insignificante, pois no Brasil a pedra nobre é barata, há muitas e ainda assim, as pessoas têm menores recursos, mas a dificuldade maior é competir com o curandeirismo e a superstição do Espiritismo particular, dos Centros, terapeutas holísticos, florais, e as desconfianças das pessoas que, aqui, são místicas e bem mais simples. A única coisa que me sustentava nesta pesquisa era o fato de que cumpria uma disposição espiritual recebida. Mas não havia nada com que se provasse aquilo que se conhecia, pois por aquilo que conhecemos estamos quase todos a um passo do céu faltando muito pouco para chegarmos lá, por força dos terços, missas, caridade...., mediação de Jesus e Sua mãe. Mas e se aquilo que conhecíamos fosse errado? E se aquilo que fotografávamos fosse Carma desta terra? Pois este País, até pouco tempo atrás, era uma colônia onde foram cometidas muitas malversações. Então tinha uma teoria que decidia comprovar indo para a Itália e fazer fotografias comparativas, pois lá não havia colônia. Tinha encontrado a minha ligação com a máquina?

Fui e coloquei uma máquina num supermercado de uma cidade perto de Milão, em Varese. As fotografias eram as mesmas. Fui para Turim e foi a mesma coisa, então voltei a considerar e vi que esta podia ser a conseqüência mundial do abuso que os homens tinham praticado sobre a religião na Itália. O "problema existente" que os Espíritos me diziam, "onde o importante é a cura ou a sua solução". O atraso religioso e a base do mediunismo, em que tinha-se desenvolvido o Espiritismo, podiam ter um fator comum e aí encontrava a minha ligação com a máquina? Achei que só podia ter ficado maluco, pois os maiores médiuns assim podiam ser os atrasados e maiores loucos. Não podia ser, mas havia a necessidade de provar voltando a fazer um novo tipo de Espiritismo. Se aquela energia estranha que fotografava era verdadeiramente uma projeção de um cobrador de diferenças do passado, então deveria evidenciar-se através da pessoa, manifestar-se e identificar-se de forma mediúnica através da mesma, e se isso acontecia, tinha nas mãos a prova da reencarnação e a prova da lei de causa e efeito metafísica que persegue ou pode perseguir de uma vida para outra cobrando na lei de Talião, também, ou só dessa forma. Mas era um conceito pavoroso e ainda a ser provado. Isto não viraria o mundo, só se o ser humano tivesse decidido a assumir de vez a sua irracionalidade, pois aí se demonstraria, mas havia de provar se funcionava a cura, provando se era verdade. Para fazer isso, havia necessidade de voltar a operar no Espiritismo, mas era a pessoa a ser curada, detectada a sua doença com a fotografia, que devia vir a manifestar-se em seu transe.

Na Itália havia encontrado nisso, porém, uma outra fonte de rendas, pois um tratamento destes podia render em torno de 10 mil dólares, mas havia necessidade de refazer as bases e pensava ter necessidade do apoio de médiuns. De início não poderia ficar lá sozinho. Telefonei então para minha mulher que provisoriamente me substituía no Brasil, fazendo a fotografia, e me respondeu que ela não viria pois aqui tinha os seus filhos, netos...Percebi no mesmo momento que os meus interesses eram outros, e fui à agência de viagens, e alguns dias depois já estava novamente em casa, no Brasil. Procurei o marido de uma senhora jovem que tinha sido trazida um tempo antes, no meu trabalho de espiritismo e tinha sido tratada, pois ele era um pai de santo e tinha um pequeno galpão perto de sua casa, onde fazia as funções como terreiro de Umbanda com licença para isso e não estava longe do lugar onde trabalhava fazendo as fotografias. Pedi a ele que me deixasse trabalhar com uma Mesa Branca de Espiritismo no seu galpão, um ou dois meses. Mostrei a ele como pensava fazer, pois trabalharia lá no dia em que não o incomodasse, depois das 7 horas da noite e combinamos às quartas-feiras. Procurei a minha antiga médium em quem confiava e ela prometeu que iria me ajudar.

Escolhi então um certo número de pessoas que tinham estas irregularidades da aura e as convidei lá para o tratamento que seria totalmente gratuito. Mais ou menos 10 pessoas, contando que teria a presença de pelos menos 8 para começar. Fui fazer a primeira sessão e a médium não veio. No momento pensei em abrir na leitura do Evangelho Selon - Já na primeira parte da leitura, uma senhora caiu em transe, manifestando-se através dela, como sendo a avó dela que estaria lá para protegê-la, e eu perguntei:- "por que na aura?", ela entrou em contradições e pude ver que comprovadamente estava lá como uma energia intrusa da aura, não abusando, mas cobrando algum tipo de crédito com a neta, o que lhe permitia abrigar-se na sua aura participando das induções da vida do corpo dela. Indagada depois a neta, ela contou que quando a sua avó ainda estava viva, namorava um rapaz do qual a sua avó não gostava. Depois de que ela havia morrido, casou-se com ele, mas o casamento durou pouco tempo, pois apesar de se gostarem sempre discutiam como se houvesse alguma coisa que os fizesse brigar. Chegaram a separar-se quando ela estava grávida de seis meses. Ele foi embora e ela teve de criar sozinha a filha, agora com dezesseis anos. A vida lhe tinha sido madrasta. Passava por muitas dificuldades, mas nunca tinha conseguido ajudar-se vendendo alguns bens herdados de sua avó. Na hora certa não conseguia vender, como se alguma coisa dentro dela a impedisse. Era a sua avó que naquela sessão foi encaminhada, sendo desfeito o nó que as prendia. O fato também teve comprovação pela fotografia da aura sucessiva.

Comecei assim a praticar o mediunismo mas sem médiuns desenvolvidos, porém os médiuns começaram a aparecer, pois nas suas auras existem problemas simples ou situações muito complexas que às vezes se resolvem rapidamente e outras vezes, com dificuldades. Tudo depende do tipo e dimensão das cobranças e muito também do condicionamento, pois a crença de que a mediunidade seja uma faculdade, um dom ou um mérito, é muito difundida e muita gente simplesmente se confunde e acredita nisso formando nesta situação um bloqueio interno que impede depois o próprio tratamento. Tudo isso é muito complexo pois vira do avesso muitas questões, que até se formaram tradições. Descobrimos que o atávico é pré-condicionado à superstição e falta de conhecimentos, pois hoje dispomos de uma máquina que nos permite ver situações que quando fui pesquisar, descobri que já se conheciam e eram já consideradas na primeira religião. Talvez vindo de conhecimentos mais antigos, de civilizações já passadas na terra, em outros tempos. Faz sentido, mas muitas crenças não fazem mais sentido. Chegamos a ter condições de avaliar de outra forma os próprios conceitos do Bem e do Mal. Chegamos a enquadrar a vida da matéria nos contextos da reencarnação que se comprovam de forma inquestionável, mas o fato levanta muitas questões.

Na primeira religião de que temos conhecimento, o Hinduísmo Védico, já conhecemos que o ser dimensional ao renascer, vem posto num lugar da escala social humana, determinado pelos méritos ou deméritos do seu passado, de onde poderá sair em conseqüência de suas atuações na vida. E aprendemos que o seu conceito moral é o Carma, que prende a vida e dirige a reencarnação na somatória das ações correspondentes às causas, em que até o pensamento é considerado. Tudo nos leva a crer que a fotografia da aura, simplesmente conhecida como Kirliangrafia, demonstra o conceito e evidencia o desrespeito a estas regras cármicas reencarnatórias, em que são facultadas, por condições magnéticas as cobranças na lei de Talião; "dente por dente e olho por olho", realizadas pelas ações do espírito próprio interessado que, quando condicionado pela paixão, não consegue superar o fato. Um ou mais, dependendo do caso, e estes seriam os obsessores contemplados no espiritismo, mas muitas vezes aqueles que se classificam como mentores fazem parte disso, que é a base do mediunismo, quase sempre misturado, cria uma grande confusão onde não se sabe mais o que é o Certo e o Errado, e o que é o Bem e o que é o Mal, ou se sabe, mas em função de preconceitos todos a serem repensados e atualizados.

Continuava assim aprimorando a minha técnica de interpretação e a própria máquina Kirlian, pois tinha adquirido mais uma do mesmo fabricante, do mesmo modelo, e as mesmas fotografias vinham apresentar as suas características diferentes. Evidentemente o fabricante não tinha os meus mesmos interesses e, lendo o livro dele sobre a matéria, percebi que na realidade não sabia aquilo que fotografava, pois tinha-se especializado em vender máquinas. Dizia que servia para exames clínicos, vendendo a sua máquina para profissionais da área de saúde, chamando estas variações que se apresentavam, como efeitos paranormais, por aquilo que paranormal significa no tradicional ligado ao dinheiro, ao mágico e sobrenatural. Aprimorei as minhas máquinas, substituindo as placas que mandei fazer. Entre os casos de que estava tratando, alguns já tinham-se envolvido com o espiritismo tradicional em que todo o problema já tinha sido transformado em condicionamento, por onde inclusive, vinha a relacionar-me com os antigos espíritos dos trabalhos precedentes que tinham-se constituído como falange para ajudar-me, e, já que estava com a oportunidade, passei a tratar os meus casos das fotografias das auras com a ajuda dos médiuns do sistema tradicional.

Espiritismo praticado no tradicionalismo atraía gente, pois é tradição da terra, e logo tive que sair de lá, voltando a compor o local antigo, fora da cidade, onde também podia abrigar mais pessoas. Havia muito trabalho mediúnico nas sessões onde sempre mais se comunicaram Santos e Apóstolos. Vinham sempre a falar comigo e me disseram que, no meu passado, havia sido o monge que escreveu os Vedas, mas também um índio brasileiro antes da colonização e, durante a colonização, um escravo.

Confirmara-se aí uma suspeita minha, pois fazia tempo que pensava ter tido ligações com o Brasil antes desta vida. Até de quando me lembrava, já de criança, eu tinha uma grande saudade de um lugar que estava na minha mente, um lugar onde havia muito verde, águas límpidas e boiando nelas a flor que, só mais tarde depois de ter vindo ao Brasil, descobriria ser a Vitória Régia, e havia até uma cabana de sapé e muita, muita paz. A procura deste ambiente me incentivou a ir para a África, quando pensava que podia ser uma lembrança de minha infância. E depois em todos os países que tinha oportunidade de conhecer, como a Rússia, quando fui lá como encarregado das instalações elétricas, na exposição de tecnologia italiana realizada em Moscou, patrocinada pela FIAT, antes da construção a fábrica da VOLGOGRAD onde permaneci por três meses. Ou na Espanha, onde também fui alguns tempos, todos os fins de semana, para supervisionar a implantação de uma fábrica de motores e caminhões da Pegaso Espanhola. Ou na França, Alemanha, Egito, Grécia, Polônia, Holanda e todos os países que de uma ou outra forma, nas minhas viagens, cheguei a ver pelo menos em parte, onde podia ver que lá não havia nada que se ligasse a estas lembranças que senti em forma bem evidente quando cheguei ao Brasil, tendo a impressão de ter chegado em casa e sem vontade de sair daqui. A vida de escravo deve ter tido ligações com Campinas, pois lá já tive sensações de angústia e, na primeira vez que ouvi o nome, me recordou impressões que não tinha nenhuma vontade de relembrar. Mas em mim havia coisas que podiam justificar estas revelações, pois a meu ver, o espiritismo pode ser aceito quando de alguma forma se prova. O resto, há muita coisa a ser considerada do seu meio. E dizem os Espíritos, com que de vez em quando me relaciono através dos médiuns, que sou desconfiado, dez vezes São Tomé, mas acho que tenho de ser assim, especialmente quando nisso tiver de trazer bases para outras pessoas.

Um exemplo é a manifestação de uma criança com uma pessoa que ajudei a livrar-se de um incômodo no início em que começara a operar nisso. Dizia chamar-se Danilo, que morreu com seis anos, e anteriormente foi um médico famoso na Suíça, que morreu em um acidente aéreo, e antes disso, um político que eu tinha visto embalsamado. Descobrimos tratar-se de Lenin, o revolucionário russo que eu vi no seu mausoléu, na Praça Vermelha, em Moscou. O médium brincava aparentando essa criança e pegou um bloco e uma caneta na mesa e em cada folha escrevia Danilo, fazia um aviãozinho e lançava a cada presente. Para mim fez diferente, fez um rabisco dizendo que essa era a sua assinatura como Lenin. Guardei o papel no registro que tinha na mesa onde anotava as coisas e não pensei mais no assunto. Um bom tempo depois, lendo a revista Veja encontrei uma matéria que falava sobre um colecionador que tinha uma fotografia autografada de Lenin, com a sua assinatura como dedicatória na frente e o quadro aparecia fotografado. Conferi com uma lupa a assinatura da fotografia com aquela que eu tinha:- era exatamente igual.

No espiritismo, fala-se de muitas coisas e muitas vezes se fala com uma pessoa que é simplesmente doente. Pois eu considero os particulares que por fora devem comprovar estas coisas, de outro lado se é tudo verdade, é assim que eu acho que deve ser. Por isso fiz muitas palestras com os Espíritos que vinham me orientar, e, quando as conversas eram importantes, sempre colocava um gravador na mesa, para depois pesquisar e estudar melhor os argumentos, e quando podia, conferia-os muitas vezes nos livros. Pois há médiuns que parecem discos quebrados, dizem sempre as mesmas coisas. E assim foi no dia em que um Espírito, através de um médium da Mesa, me disse que a partir daquela data, 15 de junho de 1995, eu, Luigi, passaria a ser "O PEREGRINO", o último Chefe da Igreja, segundo Nostradamus, em função dos meus precedentes na Igreja, pois também fui o Papa Gregório VII, que determinou em 1076, que os Papas só podiam ser eleitos pelos bispos reunidos e os bispos só podiam ser nomeados pelo Papa. O Papa que com esta sua postura, veio chamado de "Papa Negro" e brigou com o Imperador Enrico IV que, em 1086, baixou em Roma, com uma poderosa armada forçando o Papa ao exílio onde morreu, tendo em seu lugar um antipapa indicado por este imperador. Mas esta é história que está nas enciclopédias, mas o que lá não está, é que esta história já me tinha sido contada por mais dois médiuns diferentes, ligando fatos e atos diferentes a oportunidades diversas, que nunca se viram. (este Espírito do imperador, inclusive, ainda veio um tempo atrás a pedir perdão na Mesa, pois não tinha conseguido sair ainda da metafísica; se manifestou através de uma médium para ser ajudado).

Disseram-me que eu tinha de assumir como chefe da Igreja diante da Espiritualidade, pois me contaram que tinha sido "aquele Papa", ainda em casos diferentes, onde se envolvem pessoas da minha família de hoje nas histórias daqueles tempos, mas quando me falaram que devia considerar-me como sendo "o Peregrino", como ia assumir como Papa? Pois o Papa é eleito em conclave entre os bispos e cardeais...Entretanto em 15 de junho de 1995, o meu livro "OS PONTEIROS DIRECIONADOS AO CÉU" das Legiões Litáuricas, primeira versão, já estava escrito e a Litáurica já estava registrada como uma Instituição filantrópica de cunho religioso Cristão que praticava terapêuticas espíritas dirigidas pelas fotografias da aura. Objetivando a doutrinação Litáurica e o combate às drogas, alcoolismo e todos os estados perniciosos que nascem do problema mediúnico. E à Mesa Litáurica de Evangelização sentavam-se sempre e regularmente seis médiuns; eu dirigia os trabalhos, e o médium mais experiente, incorporava a Entidade que passava a dirigir os tratamentos. Ou era Antônio de Pádua, o Apóstolo Pedro ou Paulo de Tarso. Todos os médiuns presentes eram unânimes, das suas visões mediúnicas vinham as confirmações de onde se podia supor que todos viam as mesmas coisas naquelas oportunidades. Mas eu achava que não podia ser, pois o que tinha de tão especial lá? Por isso é que, em 30 de junho, chamei aquele médium da casa e coloquei um gravador na Mesa e fui abrir uma sessão particular, pedindo que viesse alguém para falar comigo e me explicar o que estava acontecendo. Foi tudo normal, pedia abertura com as orações de sempre, pedia a proteção e a Entidade veio, começou a falar e eu liguei o gravador. Com tudo aquilo que conhecia, nunca pude pensar ter sido no meu passado também o "Precursor do Cristianismo", João, o Batista, e que devesse assumir como "Cristo", porque no passado já havia sido "o Cristo" que passava a Jesus esta sua representatividade através do batismo nas águas do rio Jordão. Toda a Revelação está escrita mais adiante, e devidamente gravada em cópias e a original foi a que muitos médiuns já escutaram, todos confirmando a sua autenticidade, pois contém registro de barulhos de fundo atuantes que abrem os seus transes.

Passei os primeiros dias bastante perdido, pois não estava preparado para isso. Mas podia dizer o que, aos representantes de Deus? Que não podia, que não tinha tempo e fossem mandar nomear um outro? Se eu ainda vinha nascer para isso, podia fazer o quê? Eu via a história do carpinteiro se repetir, pois para mim podia ser mais fácil? Os tempos são outros, mas devia me preparar porque era normal também, que as pessoas não entendessem, não considerassem e não respeitassem, mas eu tinha de ver nisso simplesmente como cumprir a minha tarefa que era bem clara, pois devia me fazer entender, enfim, trabalhar para isso. Para mim havia suficientes provas na minha frente, no meu trabalho. Não precisava de maiores provas, pois como podia negar nele, aquilo que via acontecer? Devia simplesmente continuar trabalhando sem considerar a indiferença dos outros, pois o meu caminho estava bem claro. Porém nunca tinha pensado nisso, sabia da profecia da volta do Cristo, mas, nunca me preocupei com isso e para mim - Jesus Cristo - tanto era, e sempre foi uma coisa só. Quero dizer simplesmente que me considerava alguma parte disso, mas não "isso". Mas comecei a considerar que não havia alternativas, porém primeiro deveria pesquisar, pois tinha uma gravação nas mãos. E foi aí que pensei: - quem sabe onde está aquele primeiro médium que veio me procurar da primeira vez? Ele, por si mesmo, como sensitivo podia "sentir" se a gravação era verdadeira, pois já o próprio médium que a tinha personalizado na minha frente, quando voltou a si, escutando a fita não conseguiu esconder o seu desapontamento. E menos de uma semana tinha passado, quando tocou o telefone em casa e, dona Anna, minha mulher atendendo me disse: - Adivinha quem está ligando? - Era "aquele médium" de passagem por São José dos Campos.

Veio me visitar, escutou a fita reconhecendo a sua autenticidade, mas o seu comportamento foi igual ao do outro médium. E a partir daí é que comecei a perceber que todas as pessoas almejam a volta do Cristo, mas bem igual ao figurino, morto, com coroa de espinhos e feridas - não mude nada e não fale porque só encontraria contradição - e estando bem pregado na cruz. Tudo indicava as dificuldades que iria encontrar, porém depois de muitas confirmações, comecei a aceitar a idéia. Uma destas foi ler o depoimento de João, o Batista, no livro "A VIDA DE JESUS DITADA POR ELE MESMO", de 1835, considerado a "Terceira Revelação". Neste livro se evidencia a parceria em base do acordo feito entre Jesus e João, o Batista, quando Jesus diz: "Vamos deixar a explicação dos decretos, das leis de Deus para quando os homens tenham condições de entendê-los". Pois João era um metafísico e um ocultista reconhecido pelos Essênios como a reencarnação de um Grande Espírito e tinha dificuldade de ensinar aquilo que sabia em vista da pequena capacidade de aprender das pessoas daqueles tempos. A Lei do Amor era mais simples e, como preceito, era um bom começo. E ainda neste livro, João fala de si e de Jesus e não fala dele, mas parece, de mim, pois lá estou eu estampado com o meu caráter.

Yoghi Ramacharaka, no seu livro "O Cristianismo Místico", ainda fala de João e de uma de suas características, pois quando pregava, muitos entravam em transe. Eu faço isso, até pelo rádio, quando faço minhas pregações. Além dos transes que vejo desta forma já antes das sessões da Mesa Litáurica, em que pratico as terapias das auras. E além dos sonhos, que já tive, que poderiam ser condicionados por mim, há o Espiritismo Litáurico acionado pela minha aura, que ninguém que se conheça faz, ou já fez, pois o encaminhamento dos Espíritos nestas sessões chega a milhares, visto por muitos sensitivos há bastante tempo. Na Mesa da Litáurica de Interlagos em São José dos Campos, há filas imensas de mais de três anos, dos Espíritos à espera e são encaminhados em milhares que saem da dimensão das auras, em sessões espirituais que duram e até adentram a madrugada. Fora deste lugar, disseram os Mentores Litáuricos, não há outros no planeta.

Quando veio a Revelação, já havia linhas e diretrizes definidas na Litáurica: uma era baseada no cumprimento da motivação pela qual tinha sido criada: "corrigir o abuso que o homem na Itália tinha praticado sobre a religião e fazer com que esta correção se difundisse pelo mundo afora" - e nisso já era evidente a necessidade de recondicionar as bases do Cristianismo, pois deste sistema arcaico emergia evidentemente a posição falsa - em que Jesus - era colocado como divindade, fato básico que bloqueia a evolução e a aceitação destes espíritos aos planos superiores. Outra evidência era a mediunidade, pois já surgiam provas de que este fenômeno - cármico - vinha a ser o "problema existente", conseqüente ao condicionamento religioso atual tanto quanto do passado, que considerado como doença - a Litáurica já estudava e operava para curar. Além da idolatria, as explorações existentes misturadas à coisa espiritual, que impediam a evolução, causando a permanência dos Espíritos nesta dimensão onde vêm provocar este tipo de mediunidade.

Entretanto existia a dificuldade da compreensão diante do fato que muitos invocavam a Jesus como divindade - ou a Senhora Sua Mãe - nas práticas espirituais de fé e diante dos fatos mediúnicos da tradição, considerando que havia necessidade de contemplar a boa fé destas pessoas, e talvez pesquisar sobre diferentes graus de mediunidade. Mas a Revelação colocava uma definição sobre isso tudo - "não fugir para o deserto novamente"- queria dizer:- assumir a tarefa por mais difícil e impopular que esta pudesse ser diante destes, e implicaria ir até ao fim, deixando tudo bem claramente explicado. Daí decidi assumir o contexto e assumir a minha postura, pois independentemente de conseguir ou não, sempre houve e haverá, o certo e o errado, diante das leis de Deus, e nisso, cada um receba as conseqüências de seus comportamentos e a minha certamente não era criar uma nova igreja, mas esclarecer muito bem tudo isso, pois muitos já podem entender que o Criador não é Criação - e está bem definida a posição de quem manda, e se Deus manda-me dizer: "assume", não me cabe questionar, mas fazer o melhor que puder. Pois sempre haverá os doutores, os sapientes e os contestadores....os que aceitam....os que se acham tão melhores que contestam até - as leis de Deus, de manhã à noite....criando dificuldades para tudo, mas é problema deles.

Sabia que podia ativar o fanatismo nas pessoas, como os fanáticos do passado, mas diante de mim mesmo não estaria bem numa outra postura a não ser esta que decidi tomar: - Quando veio a Revelação, os médiuns da Mesa já começavam a considerar-se os Apóstolos desta nova Religião, e já estudavam como diferenciar-se com divisas e novas castas, quando tive a confirmação definitiva, de que aquilo que se fazia, com aquele Espiritismo tradicional, não servia para tratar a maioria dos problemas das pessoas detectados pelas fotografias das auras. E ainda, já pensavam em cobrar consultas caras, abrindo espaços para oferendas e contribuições em dinheiro para sustentar a causa. Programava-se um novo Vaticano, uma nova Igreja e já havia lá os seus novos déspotas, iniciando uma nova casta. Decidi então assumir minha postura e gostaria de ter muitos me seguindo - sendo somente homens de bem, mas conscientes e preocupados com a importância das suas evoluções espirituais, pois considero que hoje os homens são diferentes daqueles do tempo de Jesus e João, o Batista, têm mais conhecimentos e podem administrar-se sozinhos nisso. Cada um pode ser um sacerdote e promulgador da sua fé - na sua família primeiro e ao seu redor depois - e terá méritos reais nisso. Mas não deverá pagar ou cobrar dízimos a ninguém para investir por conta, pois entenda-se que se a pessoa tem um quilo de feijão, comendo tudo, não terá mais. Há necessidade de separar uma parte para plantar e colher novamente, mas se der esta para um outro, lhe faltará e não terá nenhum retorno nisso. E a Lei do Amor é para ser praticada, vivida, não encomendada ou para ser rezada. Assumir esta responsabilidade como Cristo assumia diante da Espiritualidade, para realizar com Esta, as reformas e os encaminhamentos espirituais, mas diante dos vivos, são eles que devem aceitar o novo Ensino Crístico. Como Pontífice é formal e fora da igreja, porque ela não segue o verdadeiro Deus. Procuro ensinar a nova doutrina e fazer o bem, praticando o bem, na forma que me toca - "ensinando e praticando", mas a igreja confundiu santidade com carma e as pessoas não consideram o "Sagrado" e o meu trabalho é de difícil realização. Entretanto estamos adiantados intelectualmente e hoje, podemos entender os conceitos que foram chamados de "decretos da lei de Deus": as leis das causas efeitos que agem nas reencarnações. E tendo cultura suficiente, entender que ninguém evolui espiritualmente pelos esforços alheios; que esta responsabilidade é unitária como a respiração; que nisso não se fazem negócios.

Quando Jesus assumiu a posição de Cristo entre os homens, assumiu como "O Mestre". Deu os ensinos que os homens deviam seguir, pois um Cristo não fala a um determinado grupo de pessoas, mas funda uma doutrina para ser observada por todos. Nesta oportunidade tornavam-se obsoletas todas as doutrinas precedentes do planeta, porém, nem aquela da Sua terra foi modificada. Os historiadores e os doutores não tomaram conhecimento da sua passagem pela Terra e na época, apesar de ter sido anunciado com cem anos de antecedência pelas confrarias e Isaías ter preparado a Sua vinda 600 anos antes - veio ainda a ser crucificado. Para justificar-se, inventaram a tal de salvação, mas a Humanidade inteira pagou por isso com o seu atraso espiritual, pois várias crenças consideradas como religiões já venceram naqueles tempos e são praticadas até hoje. Hoje o homem ainda é igual, ou será diferente ? Ou muitos espíritos de muita gente irão simplesmente embora daqui ?

Voltei ao Hospital Psiquiátrico todos os sábados de manhã, onde cumpri quase nove anos de trabalho no total. Todas as quartas-feiras e aos sábados, à tarde, mantendo ainda sessões na Mesa Litáurica para trabalhar nas terapêuticas da aura, e em cada sessão havia uma média de trinta pessoas. Agora já são mais de oitenta e todas são tratadas individualmente, e há os encaminhamentos de que já falei. Os efetivos Litáuricos e os Legionários aumentam na Terra e da dimensão espiritual muitos já perceberam que não há o chamado encaminhamento espiritual em lugar nenhum, porque não há outras religiões ou operadores reconhecidos nisso. Muitas linhas espirituais estão vindo, vão se exaurindo como tinha sido anunciado e a Litáurica está pronta para isso, mas ainda são poucos os vivos que acreditam - muitos são os condicionados que nisso teimam e se superestimam. Em 21 de fevereiro de 1997, fui trabalhar com mais um Hospital Psiquiátrico, com 210 leitos e 88 doentes crônicos, com tempo de internação que variava de seis a dezoito anos, onde os médicos tinham esgotado seus recursos. Uma prova e tanto, e seis meses depois não havia mais crônicos, mas havia ainda médicos que se opunham ao método Litáurico, que conflita com as suas ideologias religiosas. Pois colocar a Litáurica não é fácil, já deste fato pode-se fazer um exemplo, mas evidencia que há muitos dos Espíritos Litáuricos também trabalhando nisso.

Trabalhei neste Hospital, e no outro trabalhei também com um único incentivo, do Evangelho Kardecista, que me dizia:- "a quem mais tem, mais será cobrado". E pelos internados e seus obsessores, que no final foram beneficiados pelo meu trabalho. Mas no final tive de deixar os trabalhos dos hospitais, pois lá quem domina é a Lei do Amor da sombra ou da cruz. Finalmente a Revelação diz também - "muitos receberam este papel e deixaram o orgulho tomar conta deles, subiram ao Império, preferiram o ouro, o dinheiro, a fama, e foram jogados, e tu no passado também já preferiste o deserto, com medo de enfrentar a tua realidade". O medo passou porque simplesmente compreendi que é importante fazer o que podemos, e o resto deixar nas mãos de Deus porque sendo de Sua vontade, acontece. Terminada a última revisão do primeiro Livro Litáurico, vim morar na cidade, em meados de 96, para poder trabalhar na rádio onde veiculo os ensinos da Religião Litáurica e tento "corrigir o abuso" aqui. Faço um horário no Shopping do Centro de São José dos Campos, todos os dias de manhã e à tarde, fazendo as fotografias da aura, orientando ainda dezenas de auto tratamentos para as pessoas que, pela condições de suas fotografias, tenham condições e necessidade de fazê-lo. Com este trabalho ocupo o meu tempo e ponho até recursos nesta atividade e como disse, procuro fazer o melhor que posso. Já há quem me critica por não tentar captar meios para sustentar campanhas publicitárias, mas como já disse, não acredito numa nova igreja, mas numa nova doutrina e a Litáurica é isso e mais, um contexto em que cada um pode administrar-se e crescer por si. Agora, está também na Internet e a difusão é realizada em três línguas e os seus conceitos são bem simples.

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